domingo, 7 de dezembro de 2025

"Lentamente"... uma história de amor...

Gosto de música!... Ouço um pouco de tudo, mas a minha atenção recai especialmente sobre as décadas de 70, 80 e início dos anos 90. Estes períodos musicais oferecem-me uma variedade de sonoridades que continuam a fascinar-me.  

Sinto uma afinidade particular por géneros como rock, pop, fado (tradicional e moderno), eletrónica...  não sou amante de jazz, nem tampouco de música clássica... gosto de bons poemas bem musicados... e destaco o "indie pop" e o "indie rock" como estilos que despertam em mim um interesse muito particular. No contexto nacional e no chamado "indie tuga" ocupa um lugar de destaque nas minhas escolhas pessoais, a banda portuguesa Capitão Fausto. Surgiu em 2010 com o lançamento do EP auto-intitulado "Capitão Fausto" e, desde então, têm vindo a afirmar-se como uma referência no panorama musical português, penso eu, conquistando fãs com o seu estilo próprio e inovador…

Sinceramente, não consigo precisar o momento exato em que os ouvi pela primeira vez, mas a verdade é que desde que os ouvi, rapidamente se tornaram parte integrante do meu quotidiano musical. Ainda não tive a oportunidade de a escutar ao vivo, mas são uma companhia frequente, marcando presença em quase todas as minhas playlists, servindo muitas vezes de banda sonora para diferentes momentos do meu dia.  

Com um estilo que muitos classificam como urbano-depressivo, com sons melódicos que nos entram alma adentro, lá vamos ouvindo "Põe o maço na mesa / a mão na Teresa / e os pés no chão", "Morro na Praia" e “Trabalhar nunca me fez bem nenhum / Mas é melhor que ver o tempo a passar”, "Não se pode tar sempre bem", mas "Amanhã Tou Melhor", mesmo se se "Têm os Dias Contados", e que "Nada Muda" porque "longa é a subida e não vai dar com cada um para seu lado", até porque "Nada de mal", "nada de mal há-de aparecer" já que "existe um final e que é natural que não dê para prever" até porque "Há sempre um fardo" e “é bom saber / Que existe a razão pra ter tanta ansiedade”, mesmo que seja numa "Nuvem negra"... na qual "Muitos dias virão"... canção que abre o disco "A Invenção do Dia Claro", onde nos é dito no seu refrão: 

“Enquanto há tempo fazemos a festa, fachada desta nossa tristeza 
Há-de haver festa num sítio onde malta se possa juntar 
Fazemos a festa com gente cheia desta tristeza 
Há-de haver festa até se for para estar a chorar” 

Entre esta muito bem sucedida amalgama de sons e textos, uns divertidos, outros melancólicos, que nos mandam ser felizes, ao mesmo tempo que nos chamam a atenção para as frustrações que a vida nos apresenta, há uma que gosto mesmo muito... "Lentamente"... uma história de amor... 

“Qual é que é a guerra que acaba amanhã? 
Só quero que aconteça sempre perto de ti 
Sempre os dois em terra, meu amor 
Sabemos que a guerra volta sempre no fim 
Volta sempre no fim 

(Meu amor, só tu me podes mudar) 
Mas a alegria que me dás compensa, foste quem eu escolhi 
(Meu amor, só tu me podes mudar) 
Não há um dia que eu não pense em ti 

Nesta primavera trouxeste o calor 
Tapaste aquela cova do inverno que eu vi 
Sempre tão sincera, meu amor 
Que tanto me dás e pouco pedes para ti 
Pouco pedes para ti 

(Meu amor, só tu me podes mudar) 
Eu tenho todos os defeitos que viste e continuas aqui 
(Meu amor, só tu me podes mudar) 
Não há um dia que eu não pense em ti 

Mas lembra-te bem quando eu te digo 
Que moras dentro do meu peito 
Agora não importa 
Se ainda não bateste com a porta 
Mas eu fico à porta, não consigo entrar 
Não está nas nossas mãos 
Se o tempo nos vai manter juntos 
Ao menos vou perder o medo 
De não conseguir, p'ra poder tentar 

Em toda a falha há sempre alguma virtude 
É só preciso encontrar 
Não vale a pena 'tar à espera que mude 
Eu posso sempre tentar 

(Meu amor, só tu me podes mudar) 
Eu tenho todos os defeitos que viste e continuas aqui 
(Meu amor, só tu me podes mudar) 
Não há um dia que eu não pense em ti 

Qual é que é a guerra que acaba amanhã 
Se em vez de nos matarmos nos tentarmos manter 
Sempre os dois em terra? E talvez amanhã 
Com a nossa eterna guerra consigamos viver 
Volta sempre no fim 

(Meu amor, só tu me podes mudar) 
Mas a alegria que me dás compensa, foste quem eu escolhi 
(Meu amor, só tu me podes mudar) 
Não há um dia que eu não pense em ti 

Mas lembra-te bem quando eu te digo 
Que moras dentro do meu peito 
Agora não importa 
Se ainda não bateste com a porta 
Mas eu fico à porta, não consigo entrar 
Não está nas nossas mãos 
Se o tempo nos vai manter juntos 
Ao menos vou perder o medo 
De não conseguir, p'ra poder tentar 

Não está nas nossas mãos 
Se o tempo nos vai manter juntos 
Ao menos vou perder o medo 
De não conseguir, p'ra poder tentar” 


PS.: hoje passam 27 anos e três meses que comecei a namorar com a Rosinha... que grande história de amor!!! 🌹🩷

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