Daqui a uns dias assinalaremos 46 anos da madrugada em que um punhado (grande) de militares (heróis) deram a volta ao estado a que o Estado tinha chegado e puseram fim ao Estado (bafiento) Novo.
Todos os que estiverem a ler estas frases (mal escritas, mas sentidas) certamente saberão da minha orientação política... sou militante do PPD/PSD!... e não era nascido neste que foi um dos dias mais importantes das nossas vidas... e, em boa verdade, se sei o que foi o 25 de abril, foi porque me dediquei a “estudar”, porque os manuais escolares colocavam este importante assunto no final do programa e, quase nunca se lá chegava.
Sou militante do PPD/PSD, não me considero de esquerda... e sou grande admirador das músicas (chamadas de intervenção) que fizeram estes dias... das músicas, dos escritos, dos murais, dos comunicados, dos símbolos e acima de tudo, das pessoas (principalmente dos fardados) que se decidiram a lutar pela liberdade de todos nós...
Sinceramente, entristece-me que, hoje em dia um grupo de pessoas, ainda se arrogue do estatuto de dono deste dia... o 25 de Abril não pertence a nenhum grupo (partido)!!!... é de todos nós e para todos nós foi levado a efeito!...
Mas isto não me impede de dizer que me entristece um pouco que um grupo de portugueses ache que deva assinalar este dia com uma sessão solene na Assembleia da República, depois de tudo aquilo que, neste último mês os portugueses foram privados (e, sinceramente, nem sei, nem me interessa saber de que forma o PPD/PSD se posiciona em relação a isto).
Sinceramente, esta importante data, ficaria bem assinalada e devidamente comemorada com um discurso das três primeiras figuras do Estado... sem público, sem convidados, sem partidos... por exemplo, em frente ao Quartel do Carmo, local onde o saudoso e herói Salgueiro Maia conseguiu a rendição do bafiento e asqueroso poder que subjugou Portugal durante 47 anos...
Gosto muito de assinalar esta importante data da nossa história... no meu carro anda uma pen com as músicas (de intervenção) que marcaram esta época... e este ano, em que a minha filha, privada da sua liberdade, não as ouve no carro, ouve-as na segurança da nossa casa e fez este pequeno trabalho para que este dia não lhe passe ao lado!...
Aos MILITARES de abril devemos isso!

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