15 de maio de 2026 | 32.º Dia Internacional
das Famílias
«A família é património da humanidade, porque é através dela que, conforme o desígnio de Deus, se prolonga a presença do ser humano sobre a Terra.»
Papa João Paulo II, Mago
O Dia Internacional das Famílias assinala-se todos os anos a 15 de maio. A celebração surgiu no contexto da decisão da Organização das Nações Unidas, adotada em 9 de dezembro de 1989, de proclamar 1994 como o Ano Internacional da Família.
Sob o tema “Família, Capacidades e Responsabilidades num Mundo em Transformação”, o Ano Internacional da Família definiu cinco objetivos centrais:
· Valorizar a família como fundamento da sociedade;
· Promover políticas claras de apoio à família e à educação;
· Incentivar a união, o respeito e a compreensão entre os seus membros;
· Evidenciar os direitos e as responsabilidades da família;
· Sensibilizar para os desafios sociais, económicos e demográficos que afetam a vida familiar.
Três anos depois, São João Paulo II, Magno, durante a viagem que fez ao Brasil e num encontro com famílias de todo o mundo, afirmou que “a família é património da humanidade, porque é através dela que, conforme o desígnio de Deus, se deve prolongar a presença do homem sobre a terra”.
Estas palavras sublinham, de forma inequívoca, que a família é património da humanidade e célula primeira e vital da sociedade.
Hoje, ao celebrarmos o 32.º Dia Internacional das Famílias, que a ONU subordinou ao tema “Famílias, Desigualdades e Bem-estar Infantil” impõe-se uma reflexão: em que estado se encontra a Família? Que políticas têm sido definidas? Que lugar ocupa, hoje, a sua defesa?
É certo que a ONU nos diz que “As famílias são fundamentais para o progresso social e económico, mas muitas enfrentam insegurança de rendimentos, apoio limitado aos cuidados infantis e acesso desigual a serviços essenciais. Sem um apoio adequado, as famílias com crianças pequenas enfrentam riscos mais elevados de pobreza, com efeitos duradouros na saúde, na educação e no bem-estar geral das crianças.”
Mas, que tem sido feito?
É fácil concluir que a situação das Famílias está longe de ser animadora. São poucos os que se dispõem a defendê-las, enquanto muitos mais contribuem para a sua desvalorização, minimização e desconstrução.
Em vez de se proteger aquela que é a célula base da sociedade, o espaço onde tudo começa e através do qual tudo se prolonga, assiste-se frequentemente à indiferença perante os problemas que as Famílias enfrentam e, mais preocupante ainda, a ataques diretos aos seus fundamentos.
Multiplicam-se políticas contrárias aos valores estruturantes da Família, e essas agressões são muitas vezes consentidas pelo nosso silêncio coletivo. Assim se fragiliza a sociedade e se compromete seriamente o futuro próximo de todos nós e dos que nos seguirão.
A influência de uma cultura individualista, que privilegia o prazer e a independência pessoal em detrimento da doação e do sacrifício próprios da vida familiar, faz-nos esquecer que o futuro da humanidade dependerá sempre, sempre, sempre do lugar que quisermos dar à Família.
Recordando, porque não podemos esquecer, as palavras de São João Paulo II, Magno que nos diz — “a família é património da humanidade, porque é através da família que se deve prolongar a presença do homem sobre a terra” — termino com um agradecimento e uma pergunta.
O agradecimento é dirigido, na pessoa do fundador da Associação Famílias, Dr. Carlos Aguiar Gomes, a todas as pessoas e instituições — em particular à Associação Famílias, mas também a todos os que hoje aqui se encontram — que, diariamente, lutam e defendem a Família. A este respeito aproveito para dar conta em primeira mão que a direção da Associação Famílias decidiu, por unanimidade, distinguir o Dr. Carlos Aguiar Gomes com o Prémio Pró-Família 2026, em reconhecimento de décadas de dedicação e de luta pelas causas da Vida e da Família.
Por fim, termino com a pergunta, que acabam por ser duas: cumpriram-se os objetivos a que se propôs a ONU com a proclamação de 1994 como o Ano Internacional da Família? E finalmente, que futuro queremos para a nossa humanidade?
Filipe Amorim,
Presidente da Associação Famílias
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