Cá dentro que me prende e me devora!
Sabes dizer porque minha alma chora
Triste, sozinha, neste labirinto?...
E simples: - por viver de ti ausente
Custa-me passar sem os teus carinhos,
Que tanto não custa a fome aos pobrezinhos
E mais pungente que a dor do doente!
Eu amo-te tanto, tanto meu amor,
Sabes dizer porque minha alma chora
Triste, sozinha, neste labirinto?...
E simples: - por viver de ti ausente
Custa-me passar sem os teus carinhos,
Que tanto não custa a fome aos pobrezinhos
E mais pungente que a dor do doente!
Eu amo-te tanto, tanto meu amor,
Relembra o ditoso dia em que te vi
E jurei ser só teu aos pés do Senhor!
Sê-me indulgente, e, por caridade,
Dize, já sentiste como eu senti,
Vibrar lá dentro... o choro da saudade?!
(*) António Mimoso, Alma Portuguesa (versos inéditos)
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