quarta-feira, 13 de maio de 2026

Quando penso em ti (*)

Quando penso em ti, eu não sei que sinto
Cá dentro que me prende e me devora!
Sabes dizer porque minha alma chora
Triste, sozinha, neste labirinto?...

E simples: - por viver de ti ausente
Custa-me passar sem os teus carinhos,
Que tanto não custa a fome aos pobrezinhos
E mais pungente que a dor do doente!

Eu amo-te tanto, tanto meu amor, 
Relembra o ditoso dia em que te vi 
E jurei ser só teu aos pés do Senhor! 

Sê-me indulgente, e, por caridade, 
Dize, já sentiste como eu senti, 
Vibrar lá dentro... o choro da saudade?!

(*) António Mimoso, Alma Portuguesa (versos inéditos)

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