terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Como dizia António Guterres, "é fazer a conta"!!!

O Sistema Nacional de Saúde enfrenta um conjunto de desafios significativos que têm impacto direto na qualidade dos cuidados prestados à população e, consequentemente, na vida de todos nós. 

Mas está cheia de “doenças”… e não há quem lhe faça a cura!...

Os diagnósticos estão feitos… entre principais problemas encontram-se:

• a falta de profissionais de saúde, nomeadamente médicos, enfermeiros e técnicos especializados, o que contribui para o aumento dos tempos de espera e a sobrecarga das equipas existentes;

• as infraestruturas, em muitos casos, velhas, a carecerem de intervenções de modernização (ou simples manutenção adequada), refletindo-se isso em condições de trabalho menos favoráveis e numa experiência, para não dizer outra coisa, menos positiva para os utentes;

• a pressão constante, decorrente do aumento da população (idosa) sobre os serviços de urgência e a dificuldade de acesso a consultas de especialidade que geram insatisfação e preocupação entre os cidadãos. 

E, sempre, mas principalmente por estes dias, como não podia deixar de ser, muito se tem discutido o estado do SNS… opiniões nos meios de comunicação social (cheia de especialistas em tudologia), políticos (da oposição [que na oposição apresentam soluções que não foram capazes de implementar quando estiveram na situação] ou da situação [que agora que lá estão, não conseguem fazer o que prometiam quando estavam na oposição]) apresentam-se sempre ávidos em apontar soluções e… nas conversas do dia a dia… até aqui se apontam caminhos… 

A verdade é que se sente um claro e enorme crescimento da preocupação face aos desafios enfrentados pelo sistema de saúde.

Há que considerar que o SNS é um pilar fundamental do Estado Social, assegurando o acesso universal e tendencialmente gratuito aos cuidados de saúde. 

E, reformas e investimentos são essenciais para garantir a sustentabilidade e a capacidade de resposta deste sistema, de modo a enfrentar as exigências demográficas e epidemiológicas de uma sociedade em mudança.

Mas, é um problema de hoje?... não, não é!!! É um problema com décadas e que ninguém tem capacidade e/ou vontade para lhe aventar uma proposta séria de solução… que o diga António Guterres que em maio de 1995, quando ainda não era Primeiro-Ministro de Portugal, ao tentar calcular em dinheiro aquilo que julgava ser a sua meta de investimento na saúde (6% do PIB) nos mandou fazer as contas… porque… ele não conseguia…

“- Ahhh... O Produto Interno Bruto são cerca de três mil milhões de contos, seis por cento de três mil milhões são... três vezes seis, 18... ahhh... um milhão e... ahhh um milhão e... portanto, enfim, o melhor é... é fazer a conta.”

Aqui fica a pérola:



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