sexta-feira, 28 de novembro de 2025

Candidato (*)

 A respeito das candidaturas que por aí andam:

Candidato é aquele que deseja
que anseia e que abre suspeita
pois sempre ao se candidatar
passa a ter que tudo provar

se você se candidata a emprego
tem que provar sua formação, seu dom
enfim, tem que provar que é bom! 

se você se candidata ao vestibular
tem que tudo aprender para passar
não importa o quanto doa estudar!

se você se candidata a sindico
todos acham que é para roubar
e o condomínio, não pagar!

se você se candidata a ser candidato
todos pensam que você é mais um
com o desejo do sujo senso comum
de ser, dos espertos, "o mais esperto"

se você se candidata a mandato
seja de vereador, prefeito ou deputado
ih... coitado, este então, muito rala
primeiro porque vai direto para a vala
aonde na lama e na sujeira, tudo se cala
depois porque ninguém acredita no que você fala
mesmo que teu passado não precise de nenhum "abafa"
e também pois todos vêem em você mais um ladrão
que no dinheiro do povo quer meter a mão

mas eu acho que o engraçado disto tudo
é que, no fundo, todos querem ser candidato
e por inveja, ou sei lá, projetam em você sua miséria
e a lama passa a ser somente o reflexo
de onde ainda chafurda aquele que no candidato
vê somente um esperto e não um achado

Ai vem o povo que te acusa, fala assim:

O "líder" quer "20.000 reais por 1.000 votos"; uma pechincha!
pois coitadinho, sempre foi enganadinho e usadinho. Tadinho!
alguns oferecem a promoção: "50 reais o voto! Baratinho!"
aí vem outro com "300.000 reais para 5.000 votinhos!"

ou ainda

"poxa, só um pó de pedra doutor, um cimento e uma manilha"
"preciso bater minha laje, é a minha casa, moradia"
"preciso comer, com fome está toda minha família"
ou quem sabe, ainda, toda minha quadrilha
pois para alimentar a rapaziada
uma chopada, seguida por churrascada
e se tiver frio, uma feijoada com cervejada!

E assim vai a democracia!!!!


(*) André Silva, 31/03/2010 (https://sitedepoesias.com.br/poesias/55948-candidato)

quarta-feira, 26 de novembro de 2025

Corria o dia 25 de novembro de 2025... 50 anos depois, em Ponte de Lima, parecia que estávamos em 24 de abril de 1974

• Realizou-se ontem, 25 de novembro a 3.ª reunião de CM de Ponte de Lima, que de acordo com o regimento era pública; 

• José Nuno Vieira de Araújo, vereador eleito do PSD à CM de Ponte de Lima vem pelo presente solicitar a intervenção do Partido Social Democrata no sentido de elaborar a melhor resposta possível ao assunto que passamos a descrever de seguida:

• Após o recebimento da convocatória para a reunião, o vereador eleito pelo PSD, José Nuno Vieira de Araújo, verificando-se impedido de participar por razões profissionais, pediu a sua substituição na presente reunião;

• A CM de Ponte de Lima, por despacho proferido pelo Presidente, procedeu à convocação de Jorge Filipe Martins Lima, cidadão que figurava em número 2 na lista candidata do PSD à CM de Ponte de Lima;

• Ao iniciar a reunião, O Presidente da CM de Ponte de Lima impediu a participação do Vereador Jorge Filipe Martins Lima, que se encontrava a exercer funções em regime de substituição do vereador eleito pelo PSD, José Nuno Vieira de Araújo, impedimento esse que foi justificado pelo senhor Presidente com base na invocação do artigo 221.º da Lei Orgânica 1/2001, de 14 de agosto;

• Segundo o entendimento expresso pelo Presidente da CM, o Vereador Jorge Filipe Martins Lima não poderia participar na referida reunião por se encontrar a acumular o cargo de vereador substituto com o de membro eleito da Assembleia de Freguesia da Seara, freguesia localizada no mesmo concelho de Ponte de Lima; 

• Face à invocação deste impedimento por parte do Presidente da CM, foi enviada comunicação à Assembleia de Freguesia da Seara, para proceder à suspensão “ope legis”, isto é, uma suspensão que decorre diretamente da lei e que não assume a mesma natureza da suspensão do mandato regulada no artigo 77.º da Lei 169/99 de 18 de setembro, não devendo obediência às regras aí contidas o que significa que não depende de apreciação e aprovação do órgão deliberativo, mas apenas de uma simples comunicação, não se aplicando, neste caso, o limite temporal da suspensão do mandato – 365 dias – prevista no n.º 4 daquele artigo 77.º da mesma Lei;

• Apesar deste procedimento, o Vereador Filipe Lima voltou a ser impedido pelo Presidente da CM de participar na referida reunião, porque, no dizer do Presidente da CM, a reunião já tinha começado e não tinha recebido qualquer comunicação da Assembleia de Freguesia a confirmar a suspensão do mandato;

• O vereador Jorge Filipe Martins Lima, impedido de participar na referida reunião, permaneceu até ao final da reunião no espaço destinado ao público e pretendeu inscrever-se para usar da palavra no período de intervenção do público tendo sido uma vez mais impedido de usar da palavra;

• O vereador apresentou um protesto vigoroso contra a conduta adotada, considerando que tal postura não se enquadra nos princípios democráticos e na boa prática do poder local.

É importante sublinhar que este acontecimento se verificou precisamente no dia em que se celebram 50 anos do 25 de novembro de 1975, uma data de especial significado para o CDS, partido representado pelo senhor Presidente, atitude que contraria claramente o espírito dessa celebração, remetendo simbolicamente para um momento anterior à abertura democrática de abril de 1974.

Importará, eventualmente, para o caso que o vereador substituto tem formação especializada na área do ordenamento do território e que iria levantar questões pertinentes sobre a temática o que pode ter estado na origem da ação do Presidente da CM.

terça-feira, 25 de novembro de 2025

25 de novembro de 1975 - Portugal viveu, há 50 anos, um confronto que opôs militares da extrema-esquerda e "moderados" e que ditou o fim da revolução portuguesa e a normalização democrática do país

Um ano e meio depois da Revolução de Abril, que derrubou a ditadura mais antiga da Europa, a revolução estava na rua. 

De um lado estava a esquerda militar, influenciada pela extrema-esquerda e pelos comunistas, dividida entre "gonçalvistas", apoiantes do ex-primeiro-ministro Vasco Gonçalves e do PCP, e os "otelistas", apoiantes do principal estratega do 25 de Abril e chefe do Comando Operacional do Continente (COPCON ), todos eles adeptos da "via revolucionária". 

Do outro estavam os "moderados", militares e forças à direita do PCP, incluindo o Partido Socialista de Mário Soares e o PPD/PSD de Sá Carneiro e que tinham o apoio de Costa Gomes, Presidente da República.

Com o país a ser governado pelo Conselho da Revolução, instituído pela Lei n.º 5/75 e que era constituído pelo Presidente da República, os Chefes e Vice-Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, os Chefes dos Estados-Maiores dos três ramos das Forças Armadas, o Comandante-Adjunto do COPCON, a Comissão Coordenadora do Programa do Movimento das Forças Armadas (MFA), oito elementos do MFA (quatro do Exército, dois da Marinha e dois da Força Aérea), e todos os membros da extinta Junta de Salvação Nacional, vivia-se sob a memoria do golpe de 28 de Setembro de 1974 e do contragolpe de 11 de Março de 1975; a totalidade da banca e das empresas de seguros, as empresas de transportes e de energia, as celuloses e as empresas de siderurgia, e muitas outras, ao todo, 244 empresas, tinham sido nacionalizados; para além destas empresas nacionalizadas, 261 outras, coninuaram com gestão privada, mas o Estado nomeou novas administrações; a reforma agrária no Alentejo e Ribatejo estava no auge (3311 herdades foram ocupadas o que correspondia a cerca de 19% da superfície cultivada de Portugal); a taxa de desemprego atingia valores nunca vistos; houve fixação de preços e aumento de salários sem que isso estivesse relacionado com o aumento de produtividade; assistiu-se ao aumento dramático da população fruto do regresso dos Portugueses que retornavam das colónias; os emigrantes reduziram as suas remessas de moeda para Portugal; o turismo diminui drasticamente; no Norte e no Centro do país, bombas destruíram sedes do PCP e nas ruas gritavam-se vivas ao poder popular, à revolução e "abaixo os comunistas".

Ameaças de golpes, de esquerda e de direita fazem manchetes nos jornais... um cerco à Assembleia da República por trabalhadores da construção civil em greve; um sequestro do Primeiro-Ministro, Pinheiro de Azevedo que desabafa dizendo que não gostou de ser sequestrado: "Chateia-me"!; um Governo em greve…

Otelo foi substituído no comando do COPCON; Sargentos Paraquedistas (na altura pertencentes à Força Aérea) haviam sido transferidos para o Exército ao mesmo tempo que os Oficiais desta mesma força tinham abandonado os seus subordinados e reuniram-se na Base Aérea de Cortegaça; os Paraquedistas que restaram, de repente, ocuparam as bases de Tancos, Monte Real, Montijo e o Comando da Região Aérea, no Monsanto, em Lisboa... 

Melo Antunes, Vasco Lourenço, Jaime Neves, Comandante do Regimento de Comandos da Amadora e Ramalho Eanes, o militar que viria a ser Presidente da República (1976-1986) sairam para a rua na defesa da DEMOCRACIA... Lisboa em estado de sítio... na manhã do dia seguinte, os Comandos cercaram as instalações da Polícia Militar, na Ajuda em Lisboa... Jaime Neves arrombou a Porta de Armas com uma Chaimite... ouviram-se disparos... resultado: três mortes: dois Comandos (Tenente Comando José Eduardo Oliveira Coimbra e 2º Furriel Miliciano Comando Joaquim dos Santos Pires) e um militar da Polícia Militar (Aspirante Miliciano José Albertino Ascenso Bagagem).

O que ficou deste dia?

Que foi travada uma tentativa de golpe... e que a principal consequência foi o fim do chamado Período Revolucionário em Curso (PREC) e a estabilização da democracia representativa em Portugal.

50 anos depois, o resumo do melhor que há a dizer desta importante data foi feito por Pedro Alves deputado do PPD/PSD na sessão comemorativa do 25 de novembro de 1975: 

"Os portugueses dispensam discussões sobre a metafísica das datas"; [no 25 de novembro de 1975] "os democratas venceram e, em nome da reconciliação nacional, os vencidos foram perdoados"... "os democratas venceram e a suprema ironia é que os revolucionários de ontem são hoje burgueses reacionários. Os democratas venceram e perdoaram e amnistiaram, mas não esquecem"...

Viva o 25 de novembro...

Viva o 25 de abril...

Viva Portugal!!!


segunda-feira, 24 de novembro de 2025

Fórum TSF: Estamos a falhar no apoio aos mais velhos?

SIM, ESTAMOS!!! Estamos a falhar a toda uma geração que nos trouxe até aqui!!!

Hoje, no Fórum da TSF, discutiu-se uma temática de enorme relevância para o futuro do nosso país: a insuficiência de apoio destinado à população idosa. Esta situação, frequentemente relegada para segundo plano, para não dizer mesmo último plano, afeta não só a qualidade de vida dos mais velhos, mas também impacta o desenvolvimento social e económico de Portugal como um todo. 

A inexistência de políticas eficazes para assegurar o bem-estar dos idosos pode originar sérios desafios para as famílias e para a sociedade em geral. Diante de uma população cada vez mais envelhecida, é indispensável refletir com seriedade e encontrar soluções concretas para responder a esta realidade. 

Portugal com as suas dificuldades económicas, não pode continuar a descurar aqueles que ergueram as bases do país. A geração mais velha teve um papel determinante no progresso nacional, enfrentou adversidades que nós nunca iremos enfrentar, lutou e contribuiu para a melhoria das condições de vida e ignorar o seu legado representa não só uma falha social, mas também uma injustiça histórica. 

Tanto a sociedade como as famílias têm a responsabilidade de valorizar e apoiar os idosos. O reconhecimento do trabalho e do sacrifício desta geração deve traduzir-se em políticas públicas e atitudes que promovam o seu bem-estar, honrando o contributo que deram ao longo dos anos. 

Neste momento, o Estado português revela claras deficiências no apoio à população idosa, evidenciando lacunas relevantes nas políticas de bem-estar destinadas a este grupo. Esta carência estatal é ainda mais grave considerando o acentuado envelhecimento demográfico e a necessidade crescente de suporte adequado aos mais velhos. 

Torna-se essencial implementar apoios dirigidos não apenas às famílias, mas também às Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS). Estas entidades desempenham um papel fundamental ao suprirem falhas do Estado, prestando cuidados e garantindo dignidade aos idosos. Contudo, o Estado não deve limitar-se a fiscalizar ou regulamentar as IPSS: é imperativo assegurar-lhes um apoio efetivo e contínuo, através de recursos financeiros, logísticos e humanos, permitindo que IPSS e famílias possam fazer frente às crescentes necessidades da população idosa. 

Garantir este tipo de apoio é vital não só para o bem-estar imediato dos idosos, mas também para construir uma sociedade mais justa e solidária, onde o contributo das gerações mais velhas seja reconhecido e valorizado. Sem um compromisso efetivo por parte do Estado, famílias e instituições continuarão a enfrentar grandes dificuldades na prestação de cuidados adequados aos idosos. 

Para concluir este meu desabafo, deixo umas palavras de um poema de Zeca Afonso, também citado por Manuel Acácio no Fórum da TSF, que resume a importância de cuidar dos nossos idosos: 

A velhice não se enjeita
Como o lixo da calçada
País que os velhos rejeita
Não é país, não é nada. 

sexta-feira, 21 de novembro de 2025

Chegará o dia em que a inteligência será desprezada e a estupidez será adorada…

A frase que intitula este meu pequeno desabafo tem sido amplamente partilhada nas redes sociais e, embora frequentemente atribuída a José Saramago, não existe confirmação absoluta de que o escritor português, vencedor do Prémio Nobel da Literatura em 1998, tenha realmente proferido tais palavras. 

A relevância da discussão sobre a autoria da frase não reside apenas na curiosidade de saber quem a disse primeiro (se é que alguma vez a disse), mas sim no comportamento que a sua partilha revela. 

Afirmo isto porque, aparentemente (desculpem-me se estou enganado), muitos daqueles que a partilham, acabam, paradoxalmente, por agir de modo contrário ao que ela sugere: desprezam a inteligência e valorizam a estupidez na medida em que partilham a frase apenas pelo seu apelo estético ou pela aparência de conhecimento que transmite, atribuem-lhe automaticamente uma autoridade, sem, em momento algum, se questionarem sobre a sua origem ou significado.

Desta forma, assim, com a cabeça (vazia) entre as orelhas, persiste-se numa forma de estar em que a reflexão crítica é deixada de lado e o verdadeiro sentido das palavras é perdido. 

Será que não conseguimos entender que o simples ato de partilhar algo bonito, sem consciência ou análise apenas contribui para o fenómeno que a própria frase denuncia: a valorização superficial e acrítica do discurso, o desprezo pela inteligência e adoração à estupidez… 


quinta-feira, 20 de novembro de 2025

Ao toque do algoritmo...


Vemos, ouvimos e lemos "cientistas da coisa" que se manifestam de forma (a)crítica em relação ao conceito de algoritmo e à forma como ele hoje é utilizado… como ajuda, ou como nos controla e nos vai modelando a vida.

E, "algoritmo para cá, algoritmo para lá", uns a apoiar, outros a criticar, andamos todos, qual marchante ao toque de uma caixa de rufo ao "toque do algoritmo"... e, apesar de sentirmos que estamos, de alguma forma, por vontade ou por necessidade, sujeitos à sua influência e ao seu controlo, a verdade é que hoje não os dispensamos!...

Mas, afinal, o que é o algoritmo? A palavra algoritmo é um nome masculino... penso que não há dúvidas em relação a esta primeira constatação!... De acordo com o dicionário da Porto Editora, algoritmo trata-se de um "conjunto de operações predefinidas a seguir de forma sistemática para a resolução de um determinado tipo de problema". Em matemática, é definido como o "conjunto ordenado e finito de processos necessários para efetuar um cálculo". Já na informática, o algoritmo é entendido como o "conjunto de operações, sequenciais, lógicas e não ambíguas, que, aplicadas a um conjunto de dados, permitem encontrar a solução para um problema num número finito de passos". 

E na vida real?

Bem, na vida real, de uma forma geral, e sem que muitas vezes nos apercebamos, a verdade é que a algoritmia vai controlando progressivamente a nossa vida. Na publicidade e no marketing, por exemplo, algoritmos recolhem dados sobre os nossos gostos, a nossa localização, o histórico da nossa navegação... e depois?... depois, atua direcionando-nos para uma publicidade personalizada e eficaz. 

O mesmo ocorre nas recomendações e consumo de conteúdos, nomeadamente nas redes sociais, nos serviços de streaming como Netflix e Spotify, e nos motores de busca. Sem nos darmos conta, começamos a pensar no quão inteligentes esses serviços são já que, apenas nos mostram aquilo que queremos ver - ou nem por isso porque algumas plataformas tornaram-se autênticas máquinas de publicidade, inundando-nos com anúncios de produtos ou serviços que não queremos, não procuramos e não precisamos. 

Além disso, os algoritmos estão presentes nos sistemas de GPS, na apresentação dos preços dos produtos que procuramos, e até na sugestão de produtos que não procurávamos, mas que nos são apresentados como bons, úteis e necessários... No fundo, estes sistemas filtram o conteúdo dos nossos consumos diários, priorizando, classificando e associando informações com o objetivo de moldar a nossa experiência e, em última análise, a perceção que temos do mundo em que vivemos. 

Sem que nos tenhamos apercebido, ou acreditando que seria benéfico, deixámos que a Inteligência Artificial fosse entrando progressivamente no nosso modus vivendi

Sim, hoje, fazemos desporto ou, pelo menos, movimentamo-nos até que o Smartwatch nos indique que atingimos o objetivo. Dormimos de acordo com a indicação do mesmo aparelho. Andamos sempre com aplicações como o Waze (ou outras do mesmo género) ligadas… vemos os filmes sugeridos pela Netflix… ouvimos as músicas apresentadas pelo Spotify… consumimos aquilo que o motor de busca nos oferece. 

E, quando nos queremos informar, recebemos a informação da mesma forma… neste mundo cada vez mais dependente da máquina, dominada pelo algoritmo, onjunto ordenado e finito de processos necessários para efetuar um cálculo que permite alcançar um detrminado objetivo, recolhemos dados sem nos certificarmos da sua veracidade. Pensamos que só porque está na internet, é verdade... mas, muitas vezes, não é!... E, ao seguir a indicação da máquina, entramos na “bolha” e, muitas vezes, na mentira, que corre, como bem sabemos, sempre mais depressa do que a verdade!... 

Alan Mathison Turing, o "pai da computação" moderna, formalizou em 1936 o conceito de algoritmo através da "Máquina de Turing". Na altura apresentou ao mundo "uma cabeça apta a ler e escrever" (0's e 1's numa fita infinita de papel) e com ela lançou as bases para o desenvolvimento da informática e da tecnologia digital. 

Falta saber se Turing, ao observar o mundo de hoje e a nossa completa dependência das máquinas, ficaria satisfeito com o rumo que a sua teoria tomou. O conceito de algoritmo, originalmente pensado para resolver problemas de forma sistemática e rigorosa, tornou-se uma força dominante no quotidiano atual. Os algoritmos controlam muitos aspetos da nossa vida, desde o consumo de informação até à personalização de publicidade, influenciando diretamente as nossas escolhas e percepções. 


PS.: como não podia deixar de ser, a imagem que encima este desabafo, foi gerada com recurso ao Microsoft Copilot, um assistente de inteligência artificial (IA) generativa desenvolvido pela Microsoft para aumentar a produtividade e a criatividade dos utilizadores... ou seja, para nos facilitar a vida... e nos retirar necessidade de nos empenharmos a procurar ou a criar uma imagem... a máquina faz por nós!... 

terça-feira, 18 de novembro de 2025

Se "Incenso fosse música"

isso de querer ser
exatamente aquilo
que a gente é
ainda vai
nos levar além

Paulo Leminski, 1987


quinta-feira, 13 de novembro de 2025

Aconteça o que acontecer... 🌹🩷

Hoje, estrada afora, a caminho do trabalho, na rádio ouviam-se notícias dos terríveis atentados que há dez anos (13 de novembro de 2015) vitimaram mais de uma centena de pessoas em Paris… o Bataclan, um espaço de diversão, foi onde mais pessoas morreram.

Entretanto, como que para me distrair, a minha cabeça roda para o Moulin Rouge… nunca lá fui… vi o filme… duas, três… não sei quantas vezes… e há músicas naquele espetáculo dançante, em formato de vídeo, que gosto muito…

Nature Boy, de David Bowie, que abre logo este filme, é uma das que mais gosto… mas, aquela que me faz mesmo parar e ouvir sempre e com muita atenção é Come What May, interpretada por Nicole Kidman e Ewan McGregor.

Come What May, aconteça o que acontecer em tradução livre… vale a pena ler e ouvir!...

Come What May

Never knew I could feel like this
Like I've never seen the sky before
I want to vanish inside your kiss
Every day I love you more and more

Listen to my heart
Can't you hear it sings
Telling me to give you everything
Seasons may change
Winter to spring
But I love you
Until the end of time

Come what may
Come what may
I will love you
Until my dying day

Suddenly the world seems such a perfect place
Suddenly it moves with such a perfect grace
Suddenly my life doesn't seem such a waste
It all revolves around you

And there's no moutain too high
No river too wide
Sing out this song and I'll be there by your side
Storm clouds may gather
And stars may collide
But I love you
I love you
Until the end of time

Come what may
Come what may
I will love you
Until my dying day

Come what may
Come what may
I will love you
I will love you
I will love you
Suddenly the world seems such a perfect place

Come what may
(Come what may)
Come what may
(Come what may)
I will love you
Until my dying day



PS.: Faz hoje seis anos, que depois de 18 dias de internamento, a Rosinha saiu do Hospital... uma operação dura e radical... tão radical como o bicho que lhe tirou a vida... pensava-se que melhores dias viriam… a esperança era muita... infelizmente assim não foi!... 

quarta-feira, 12 de novembro de 2025

O Massacre do Cemitério de Santa Cruz... 12 de novembro de 1991

12 de novembro de 1991, Timor Leste...

A luta pela independência de Timor-Leste foi longa, culminando na proclamação unilateral da independência pela FRETILIN em 28 de novembro de 1975, a qual foi seguida pela invasão pelas tropas da Indonésia nesse mesmo ano. 

Após anos e anos de ocupação e resistência armada, a Indonésia concordou com um referendo supervisionado pela ONU, que ocorreu em 30 de agosto de 1999. A grande maioria dos timorenses votou pela independência, que foi formalmente restaurada no dia 20 de maio de 2002, após um período de transição administrado pelas Nações Unidas. 

Para a história, entre muitos outros crimes horrendos que foram perpetrados pela Indonésia, fica o Massacre do Cemitério de Santa Cruz... durante uma manifestação pela independência de Timor-Leste, a 12 de novembro de 1991, militares indonésios abriram fogo sobre a multidão no cemitério de Santa Cruz, em Díli. Mais de 250 pessoas perderam a vida, num massacre que chocou o mundo.

(c) 


domingo, 9 de novembro de 2025

Sou Benfiquista de Alma...

 



"Não sou Benfiquista de Coração, porque esse um dia para. Sou Benfiquista de Alma, porque essa é eterna"

Cosme Damião, Fundador do Sport Lisboa e Benfica

quinta-feira, 6 de novembro de 2025

São Nuno de Santa Maria





Oração a São Nuno de Santa Maria

Pai Santo, em Jesus Cristo mostrastes a São Nuno de Santa Maria o valor supremo do vosso Reino. Para o conquistar, ele exercitou-se com as armas da fé, do amor a Cristo e à Igreja, da Palavra de Deus, da Eucaristia, da oração, da confiança em Maria, da caridade, do jejum, da castidade, da fortaleza, do serviço, da rectidão de espírito e da justiça. Para vos servir de modo mais total como único Senhor, e a Maria Santíssima, Senhora do Carmo, a quem se consagrou na vida religiosa carmelita, de tudo se despojou. Concedei-nos, por sua intercessão, a graça... (nomeá-la), para que sem obstáculos da alma e do corpo possamos nós também viver sempre ao vosso serviço e, combatendo o bom combate da fé, mereçamos tomar parte no Banquete do Reino dos Céus. Por Cristo, nosso Senhor. 
Amen