"Portugal bateu hoje novos recordes da pandemia, com mais 10.176 infetados e 118 mortes, depois de dois dias com números quase da mesma grandeza, e o país está novamente em Estado de Emergência, desta vez de apenas oito dias, à espera de uma reunião com os especialistas na próxima terça-feira, 12 de janeiro. Afinal, já estamos a sofrer ou não os efeitos das épocas festivas? Especialistas ouvidos pelo Expresso dizem que sim."
Completamente aterrado com os números que todos os dias nos são informados... é desta forma que me sinto.
Sinceramente, se fosse Primeiro-Ministro ou Presidente da República deste cantinho à beira mar plantado a que damos o nome de Portugal e onde todos adoramos viver, confesso que não sei se teria coragem para tomar qualquer medida diferente daquelas que foram tomadas no Natal de 2020.
Sinceramente, considero que o português, sedento de festas, de abraços, de beijos, não perdoaria ao sr Primeiro-Ministro e ao sr Presidente da República se eles não nos permitissem viver o Natal de uma forma muito parecida com o Natal de outros anos.
Só que o Natal de 2020 não era igual ao Natal dos anos anteriores... ou melhor, até era: Jesus Cristo Nasceu há 2021 anos, e não era um jantar com mais ou menos gente que iria apagar esta data das nossas vidas.
Só que a realidade dos tempos que vivemos, alicerçada na necessidade de agradar a uns, aliada ao sorriso de outros, fez com que, Primeiro-Ministro e Presidente da República nos permitissem viver este Natal de uma forma muito parecida com os Natais anteriores... mesmo sabendo que este nunca poderia ser um Natal igual aos outros.
Tenho que reconhecer que o meu Natal, não foi muito diferente dos anteriores... na minha casa juntei 14 pessoas: 9 que se reúnem praticamente todos os dias (eu, a minha mulher, a minha filha, a minha sogra, os meus pais, a minha irmã, o meu cunhado e a minha afilhada) e outros 5 (a minha cunhada e o seu marido, os seus dois filhos e o avô do meu cunhado) mas que, para cá virem, fizeram uma semana de confinamento voluntário em sua casa. Passamos 4 dias felizes (dentro das possibilidades)... mas ficamos em casa... não fomos ver a neve que caiu nas serras... não fomos a correr fazer as trocas... não andamos de café em café... de tasco em tasco...
Infelizmente os números dizem-nos que não deveria ter sido possível fazer isto...
A realidade dos números que representam tantas vidas que se perdem, tantas vidas que ficam suspensas parecem dizer que não deveria ter sido possível fazer todas as festas que foram feitas...
Mas era necessário agradar a uns e sorrir a outros... e, nisto, o nosso Primeiro-Ministro e o nosso Presidente da República são especialistas sem igual...
E agora, de repente, assistimos a um passa culpas que acaba com a culpa a ser do Natal.
Mas não é!... a culpa é de todos nos nós... é, em primeiro lugar do nosso Primeiro-Ministro e do nosso Presidente da República que preferiram agradar ao povo em vez de governar e orientar o seu povo... mas o principal culpado é cada um de nós... nós, a quem nos foi dada a liberdade de comemorar o Natal, devidamente aconselhados de que o devíamos fazer com cuidado porque o COVID não sabia que estávamos no Natal, e que assinalamos esta data como se nada se passasse ao nosso lado...
Sim, NÓS somos os principais culpados da situação em que estamos... e não vale a pena culpar o Natal... até porque para o ano continuará a haver Natal e alguns, eventualmente e lamentavelmente muitos de nós, não estaremos cá para o assinalar!...
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