terça-feira, 17 de janeiro de 2017
Já quase acredito em tudo!...
Há uns anos, um determinado Ministro de um determinado Governo, que tinha por base uma coligação, por uma birra (ou talvez não) disse que se demitia e que a sua decisão era IRREVOGÁVEL.
Esta tomada de posição, pensada, ou talvez não, dizem os entendidos, custou muitos milhões de euros à contabilidade do Estado Português... e gerou, entre um conjunto muito grande de grande entendidos, sobre tudo e sobre todos, sempre com resposta pronta para as importantes perguntas da generalidade dos jornalistas do nosso burgo, uma tomada de posição quase unanime: o governo cairia... e a culpa seria, claro está, apenas e só deles porque não negociaram, e do PR da altura porque não estava à altura e não demitia este governo que não tinha o necessário apoio parlamentar!...
Ironia das ironias, este Governo, assente numa maioria que, os entendidos diziam não existir, chegou ao fim… e foi a eleições; desta vez em coligação pré-eleitoral, para que não fossem eventualmente acusados de fraude eleitoral; e acabou por ganhar as eleições, sem maioria, mas se houve um vencedor, esse vencedor foi precisamente aquele que todos anunciavam como o perdedor…
Tomada de posse, contra tudo e contra todos… e de repente, os perdedores de 2015 anunciam um novo acordo… um acordo que pretende apenas e só derrotar PSD e CDS e formar aquilo que diziam ser uma alternativa de esquerda, devidamente alicerçada num acordo de incidência parlamentar, duradouro e estável, que pretendia devolver aos Portugueses tudo aquilo que o PS, aquando da negociação do Memorando de Entendimento acordou em tirar, mais aquilo que o PSD e CDS, por necessidade ou talvez não fizeram durante os 4 anos de vigência da dependência financeira.
Passa um mês e logo Passos Coelho faz aquilo que disse não ir fazer: viabiliza o Orçamento Retificativo de 2015, claro está, porque aqueles que apoiam o PS, decidiram não aprovar este documento… e rapidamente se chega ao Orçamento para 2016… mais uma vez, algumas medidas foram aprovadas com a abstenção do meu PSD, que mais uma vez faz o que disse não fazer.
Até que chega 2017, e uma vez mais o PS que anda há tanto tempo a dizer que o PSD é a causa de todo o mal que se fez ao país, precisa do PSD para aprovar uma medida que negociou naquilo a que apelidaram de Feira do Gado, mas que não tem concordância dos Partidos que o suportam na AR.
Chegado a isto, apetece-me dizer que é preciso ter uma lata do tamanho do mundo para querer imputar as culpas deste fracasso ao PSD… A culpa é de António Costa que acordou com o PCP, o BE e Os Verdes, algo que aparentemente não está a cumprir: todos os acordos diziam que não se iria mexer na TSU… até que para lhes agradar se diminui esta taxa esperando, claro está, que mais uma vez o PSD seja a muleta, seja aquilo que o PCP tanto dizia, esperando que PSD e PS fossem farinha do mesmo saco e aprovassem esta medida que segundo a CGTP tira aos cofres do Estado cerca de 120 milhões de Euros.
Mas Passos Coelho, mais uma vez mostra a fibra de que é feito e contra todos os tristes barões do meu PSD, contra um grupo generalizado de acólitos do PS, contra um povo amestrado pela ilusão da facilidade induzida por Costa e seus seguidores mais próximos anuncia que não mais será uma moleta do PS… e cabe ao PCP e ao BE e aos Verdes serem aquilo que queriam que PSD e CDS fossem: a muleta das coisas más, para poderem com uma falta de vergonha que não tem medida anunciar a vitória do aumento do SMN… um aumento que se faz a troco de um roubo à Segurança Social, que queriam aprovada pelo PSD, apenas e só para depois poderem apontar o dedo!...
Vergonha… vergonha que tanta instabilidade tenha tanta desculpa por parte de tantos que tanto se queixaram da instabilidade do anterior governo… vergonha de um governo que governa sem saber como, à espera de um qualquer milagre… pode ser que uma vaca voe e tenhamos sorte… não acredito, mas depois de ver o PM de Portugal vestido como um vidente, na sua recente visita à India, sou capaz de começar a acreditar em tudo!
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