Toda a polémica que recentemente se instalou em torno da descida da TSU revela a fragilidade de um não acordo entre três partidos, que não querem ser farinha do mesmo saco, mas que querem que os outros sejam...
O PCP e o BE têm que, de uma vez, por todas decidir se estão ou não com o Governo. Têm que decidir se apenas querem estar ao lado do Governo nas medidas simpáticas, ou se estão dispostos a aprovar medidas menos simpáticas, que sejam necessárias para fazer rolar a geringonça.
É claramente sabido por todos que o dinheiro acaba, e que por vezes é necessário fazer sacrifícios. O problema de alguns é que querem passar a ideia de que o saco não tem fundo e que se pode sempre tirar mais alguma coisa do Estado e que este Estado tem sempre onde ir buscar mais alguma coisa.
E esta coisa da descida da TSU como forma de compensar o aumento do SMN revela o estado a que chegou o Estado Português. O PCP e o BE aprovaram o OE2017... um orçamento que previa um aumento do SMN, um aumento que tinha contrapartida uma descida da TSU.
Estes dois partidos, que não querem ser farinha do mesmo saco, têm que dizer de uma vez por todas o que querem: se estão com o PS e então aprovam a descida da TSU, ou então não estão e dizem-no claramente.
O que não podem é continuar a querer estar nas coisas boas e atirar as culpas das coisas más para os outros!...
O PSD não está isolado!... isolado está o PS, que não podendo contar sempre com o apoio do PCP e do BE, pensa que o PSD é a muleta que o vai socorrer sempre que for necessário.
Caso para perguntar: onde andava o PSD, quando era necessário apoiar o PSD?
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