Nuno Álvares Pereira, conhecido como o Santo Condestável, São Nuno de Santa Maria, nasceu em 24 de junho de 1360...
Filho de D. Álvaro Gonçalves Pereira e de D. Iria Gonçalves do Carvalhal, foi um nobre e general português do século XIV, tendo desempenhado um papel fundamental na crise de 1383-1385, onde Portugal defendeu a sua independência de Castela. Foi também o 2.º Condestável do Reino de Portugal, 38.º Mordomo-Mor do Reino, 7.º conde de Barcelos, 3.º conde de Ourém e 2.º conde de Arraiolos. Militar português, comandou forças em número substancialmente inferior o inimigo e venceu todas as batalhas que travou. É o patrono da da Arma de Infantaria do Exército Português, bem como de inúmeras outras associações entre as quais se destaca a Militia Sanctae Mariae que o escolheu para patrono do Priorado Português (Priorado de São Nuno de Santa Maria).
Casou com Leonor de Alvim, quatro anos mais velha, viúva de um primeiro casamento sem filhos, rica, em cerimónia realizada em Vila Nova da Rainha, freguesia do concelho de Azambuja de quem teve dois filhos e uma filha sendo que esta, Beatriz, foi a única a chegar à idade adulta e que se tornou mulher de D. Afonso, o 1.º Duque de Bragança, dando origem à Casa de Bragança que viria a reinar em Portugal três séculos mais tarde.
Ficou viuvo em 1388, não mais voltando a casar.
Após a morte de Leonor de Alvim, sua mulher, tornou-se carmelita, entrando no Convento do Carmo em 1423. Toma o nome de Irmão Nuno de Santa Maria.
Aí permanece até à sua morte, com 71 anos, em 1 de novembro de 1431. Os seus restos mortais repousam hoje na Igreja do Santo Condestável, em Lisboa, para onde foram trasladados em 14 de agosto de 1951, data em que assinalavam 566 anos da vitória portuguesa na Batalha de Aljubarrota.
O anterior túmulo de Nuno Álvares Pereira, no Convento do Carmo, destruído no Terramoto de 1755 tinha o seguinte epitáfio:
"Aqui jaz aquele famoso Nuno, o Condestável, fundador da Sereníssima Casa de Bragança, excelente general, beato monge, que durante a sua vida na terra tão ardentemente desejou o Reino dos Céus depois da morte, e mereceu a eterna companhia dos Santos. As suas honras terrenas foram incontáveis, mas voltou-lhes as costas. Foi um grande Príncipe, mas fez-se humilde monge. Fundou, construiu e dedicou esta igreja onde descansa o seu corpo."
A Conferência Episcopal Portuguesa, em nota pastoral sobre a canonização de Nuno de Santa Maria, declarou:
"(…) o testemunho de vida de D. Nuno constituirá uma força de mudança em favor da justiça e da fraternidade, da promoção de estilos de vida mais sóbrios e solidários e de iniciativas de partilha de bens. Será também apelo a uma cidadania exemplarmente vivida e um forte convite à dignificação da vida política como expressão de melhor humanismo ao serviço do bem comum. Os Bispos de Portugal propõem, portanto, aos homens e mulheres de hoje o exemplo da vida de Nuno Álvares Pereira, pautada pelos valores evangélicos, orientada pelo maior bem de todos, disponível para lutar pelos superiores interesses da Pátria, solícita por servir os mais desprotegidos e pobres. Assim seremos parte activa na construção de uma sociedade mais justa e fraterna que todos desejamos."
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