Estranhamente, nesta altura em que a Europa Cristã se desfaz, os nomes dos grandes homens e grandes santos, obreiros desta civilização são esquecidos.
Infelizmente, nesta Europa mercantilizada, vitima do capitalismo atroz que a todos devora, o "santo do dia" foi São Valentim... um "santo" sobre o qual não há grande conhecimento, e que a Igreja retirou do seu calendário litúrgico em 1969... um "santo" que é o padroeiro do amor... pena é que este amor não seja o verdadeiro AMOR... mas sim, principalmente (mais) um apelo ao consumo desenfreado que nos consome a todos!
São Cirilo, Monge e São Metódio, Bispo, nasceram em Salónica, na primeira metade do século IX e tornaram-se apóstolos dos povos eslavos, na Morávia, atuais repúblicas Checa e Eslovaca, e na Panónia, atual Croácia.
São Cirilo foi um dos grandes responsáveis pela expansão do cristianismo ortodoxo entre os Eslavos do Leste Europeu no século IX. Uma das suas realizações mais importantes foi a elaboração de um alfabeto adaptado às línguas eslavas, conhecido posteriormente como alfabeto cirílico.
Ele e seu irmão Metódio (ambos são os santos patronos da Europa) foram importantes durante as disputas ideológicas e tensões entre o Império Bizantino e o Sacro Império Romano-Germânico e também na aculturação dos povos Eslavos pelo Cristianismo.
A eles se deve a tradução da Bíblia e os livros litúrgicos para a língua paleoeslava.
As suas iniciativas missionárias foram aprovadas pelo Papa Adriano II. Cirilo adoeceu, acabando por morrer na cidade, e sendo sepultado na igreja de S. Clemente. Metódio, ordenado bispo, regressou à Morávia, falecendo aí no ano de 885. Os seus discípulos, expulsos do país, refugiaram-se na Bulgária.
Sobre estes santos, o Papa João Paulo II, Magno, disse em 1981:
«Como Paulo e Barnabé, os santos Cirilo e Metódio, irmãos no sangue e mais ainda na fé, foram intrépidos seguidores de Cristo e incansáveis pregadores da Palavra de Deus.
Nascidos em Tessalónica, cidade onde São Paulo desenvolveu parte da sua atividade apostólica e a cujos primeiros fiéis enviou duas Cartas, os dois irmãos entraram em contacto espiritual e cultural com a Igreja patriarcal de Constantinopla, então florescente pela cultura teológica e pela atividade missionária, e souberam unir as exigências e os compromissos da vocação religiosa com o serviço missionário. Os Czares da Crimeia foram as primeiras testemunhas do ardor apostólico deles; mas a sua mais importante obra evangelizadora foi a missão da Grande Morávia, empreendida depois que o príncipe Rastislau da Morávia lhes tinha conseguido a permissão do imperador e da Igreja de Constantinopla.
A obra apostólica e missionária, tão complexa e diversificada, dos santos Cirilo e Metódio, considerada hoje à distância de onze séculos sob multíplices aspetos, apresenta-se rica de uma extraordinária fecundidade e também de uma excecional importância teológica, cultural e ecuménica: aspetos estes que interessam não só à história da Igreja, mas também à civil e política de uma parte do Continente Europeu.» … «Cirilo e Metódio foram dois autênticos "operários" da messe de Deus.» … «E neste dia da sua festividade, a Igreja, exaltando a meritória ação apostólica deles, está consciente de ter hoje ainda mais necessidade de cristãos capazes de dar o seu contributo de compromisso, de energia e de entusiasmo para o anúncio da mensagem de salvação em Cristo Jesus».
«Como Paulo e Barnabé, os santos Cirilo e Metódio, irmãos no sangue e mais ainda na fé, foram intrépidos seguidores de Cristo e incansáveis pregadores da Palavra de Deus.
Nascidos em Tessalónica, cidade onde São Paulo desenvolveu parte da sua atividade apostólica e a cujos primeiros fiéis enviou duas Cartas, os dois irmãos entraram em contacto espiritual e cultural com a Igreja patriarcal de Constantinopla, então florescente pela cultura teológica e pela atividade missionária, e souberam unir as exigências e os compromissos da vocação religiosa com o serviço missionário. Os Czares da Crimeia foram as primeiras testemunhas do ardor apostólico deles; mas a sua mais importante obra evangelizadora foi a missão da Grande Morávia, empreendida depois que o príncipe Rastislau da Morávia lhes tinha conseguido a permissão do imperador e da Igreja de Constantinopla.
A obra apostólica e missionária, tão complexa e diversificada, dos santos Cirilo e Metódio, considerada hoje à distância de onze séculos sob multíplices aspetos, apresenta-se rica de uma extraordinária fecundidade e também de uma excecional importância teológica, cultural e ecuménica: aspetos estes que interessam não só à história da Igreja, mas também à civil e política de uma parte do Continente Europeu.» … «Cirilo e Metódio foram dois autênticos "operários" da messe de Deus.» … «E neste dia da sua festividade, a Igreja, exaltando a meritória ação apostólica deles, está consciente de ter hoje ainda mais necessidade de cristãos capazes de dar o seu contributo de compromisso, de energia e de entusiasmo para o anúncio da mensagem de salvação em Cristo Jesus».

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