Veja-se o exemplo da Grécia:
- de um dia para o outro, passou a ser possível aumentar o salário mínimo nacional em mais de 150,00€;
- passou a ser possível fornecer a título gratuito eletricidade a cerca de 300 mil pessoas (pobres);
- e como passaram a ter dinheiro de sobra, apenas com o resultado das eleições, foi possível congelar, não foi cancelar, foi apenas congelar os processos de privatizações em curso;
- e se isso não bastasse ainda foi possível afirmar que se iria admitir de uma assentada todos os funcionários públicos que haviam sido dispensados ou colocados em regimes de mobilidade especiais...
- e tudo isto a acontecer ao mesmo tempo que a bolsa e os bancos gregos se afundavam em mais de 10%, os mesmos 10% em que já se cifrava a taxa de juro aplicada à dívida grega, da qual convém não esquecer que somos credores em mais de 2.000.000.000,00€ (tantos zeros para dizer dois mil milhões de euros).
A ver vamos se esta mudança radical na Grécia vai trazer alguns resultados positivos. E se isso acontecer poderemos seguir-lhe o passo... coisa que sinceramente não acredito... parece-me sinceramente que em pouco tempo se vai desbaratar todo um sacrifício de 5 anos... e no final, poderemos também nós, portugueses, deste cantinho ser chamados a ajudar este povo grego que se deixou levar por promessas que os afundaram ainda mais...
Gostava de estar enganado. Se assim fosse, a receita estava traçada: aumentar salários, nacionalizar tudo o que foi privatizado, admitir todos os funcionários públicos, conceder subsídios... e depois... depois logo se vê!!!
Sem comentários:
Enviar um comentário