sábado, 16 de março de 2013

A confissão de Vítor Gaspar


João Jardim afirma, a título pessoal, que conferência de imprensa de Vítor Gaspar "foi uma confissão de falhanço" (ver notícia).
Sim, concordo com ele... via-se na cara do Ministro das Finanças uma estranha sensação de impotência, de incapacidade perante os problemas deste país.
O que me leva a escrever estas palavras prende-se com o facto de considerar que a causa do problema é que não vai ser resolvida. Parece-me que o problema não estará nos governantes atuais. Parece-me que tentam resolver um problema que lhes caiu nos braços.
A esta hora lembro-me de uma frase do pai do Primeiro Ministro, a que a televisão deu alguma importância por altura das Eleições, e que dizia ao filho que ele não sabia aquilo em que se ia meter... acabo por concordar e por dar por mim a pensar que ninguém quereria estar neste papel.
Mas o que me chateia nisto tudo é que são as pessoas do passado, que (des)governaram que agora se arrogam de alguma legitimidade para falar em falhanço.
Parece-me que é caso para perguntar: se isto é um falhanço (e é-o claramente), o que foram todos os anos de desgoverno e de falta de seriedade para com os portugueses que votaram anos a fio em pessoas como Alberto João Jardim, Carlos César, António José Sócrates, Durão Barroso, António Guterres, Cavaco Silva, Mário Soares, já para não falar na grande instabilidade surgida do 25 de Abril.
E depois vêm alguns destes sábios, outro nome é pouco, falar de fracasso... sim é um fracasso, mas é um fracasso que resulta do fracasso de 38 anos de desgoverno...

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