sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Os velhos do Restelo... continuam por aí!

Nos últimos tenho-me questionado sobre muitas coisas. Mas há uma coisa que me tem ocupado parte do pensamento sempre que abro o facebook ou o meu e-mail:

Não consigo entender qual a razão que leva muitas pessoas a se dedicam essencialmente a partilhar todas as notícias que dizem mal do nosso país.

É que todos os dias se lê mais uma triste notícia em relação a Portugal. É nos jornais americanos (vá-se lá saber porquê), depois nos jornais alemães (também não se entende porquê, e também nos jornais nacionais (como não podia deixar de ser).

E muita gente corre logo a colocar isso no facebook. Até parece que a nossa desgraça… sim, porque a desgraça de Portugal é a nossa desgraça, pode alguma vez trazer alguma coisa de bom.

Mas o que me deixa curioso é que quando alguém diz bem de Portugal (ou pelo menos diz menos mal), quase ninguém partilha isso.

É caso para dizer que no nosso Portugal existem mesmo muitos VELHOS DO RESTELO….

1 comentário:

  1. ninguém se lembra de terem apedrejado o Velho do Restelo!Cada um de nós tem um pouco de "Velho do Restelo". Uns dizem que é fado, outros uma fatalidade nacional! O tempo das padeiras de Aljubarrota ou da Maria da Fonte,duas singulares personagens da nossa história jazem no esquecimento.O Velho do Restelo está vivo e recomenda-se!Mas afinal que bom aconteceu a Protugal nos últimos tempos que mereça tamanho desagravo perante o mais tristemente pessimista realista "Velho do Restelo"? Certamente que não foi a apregoada salvação nacional do pastel de Belém e muito menos as insidiosas declarações de dificuldades financeiras do mais ilustre inquilíno de Belém. O velho de aspecto venerando, que ficava nas praias, entre a gente, lá no Canto IV lá terias as suas razões. Que ficava nas praias, entre a gente, lá no fundo do Canto IV teria as suas razões. "A que novos desastres determinas/ De levar estes reinos e esta gente?".
    Ou como o Saramago escreveu:
    "Aqui na terra a fome continua
    A miséria e o luto
    A miséria e o luto e outra vez a fome"

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