quinta-feira, 25 de setembro de 2025

25 anos…



Neste dia, há 25 anos, bem cedo, rumei a Sacavém (ao extinto Batalhão Adidos Sacavém) para dar início à minha instrução militar.
 
Por mais anos que viva, nunca esquecerei a amargura patente no rosto dos meus pais. Sinceramente, não sei como se sentem os pais hoje quando os seus filhos vão para a tropa. Sei que na altura, em tempos de paz, e em tempos em que o serviço militar ainda era obrigatório (mas voluntário no meu caso) os meus pais estavam tristes e amargurados com a minha ida para a tropa.

Guardo igualmente na memória a forma querida como a Rosinha se despediu de mim na noite anterior… não estava feliz… não podia estar!… mas nunca me desencorajou!…

Seguiram-se uns meses muito diferentes de tudo aquilo que tinha feito e vivido. Treino físico diário, muitas horas em pé, horários e mais horários, (con)viver 5 dias por semana com pessoas que não conhecia (exceção feita ao meu amigo Fernando Cruz)… foram tempos de adquirir novos conhecimentos, de conhecer novas realidades, acima de tudo, de interiorizar novos valores e uma forma diferente de estar na vida e na sociedade.

Em dezembro de 2000, terminado que foi o CFS, graduado no posto de Segundo Furriel, fui colocado na EPAM (Escola Prática de Administração Militar) entretanto “transformada” em Escola Prática de Serviços; posteriormente, em 30 de setembro de 2003, rumei ao Regimento de Cavalaria 6.

Terminei o serviço militar em 15 de setembro de 2010… foram 10 anos (menos 10 dias) dos quais guardo muito boas recordações… tive a honra de chefiar grandes Soldados… e tive ainda maior honra por ter sido comandado por grandes Comandantes, alguns dos quais me marcaram profundamente.

Destas duas casas, que foram minhas durante alguns anos, destes tempos, guardo muitas lições de camaradagem, de lealdade, de respeito, de honra… lições que ficaram para a vida!

Reconheço que, hoje, teria feito tudo da mesma forma.

Tenho muito orgulho de ter estado ao serviço do Exército e de Portugal.

segunda-feira, 15 de setembro de 2025

Feiras Novas 2025 - Os Amorins...

Do Arquivo Municipal de Ponte de Lima:

«Em 1825 fez esta Câmara "saber a Sua Magestade, que nada oppunha à pretensão dos moradores desta villa quererem três dias de feiras sucessivas nos dias 19, 20 e 21 de Setembro de cada ano".

Esta pretensão tinha como finalidade, por um lado conservar o culto а Nossa Senhora das Dores, cuja imagem tinha sido colocada na igreja matriz da vila com o intuito de promover a piedade cristã e por outro lado, porque "das ditas feiras resultava vantajem pela promptidão de comprar e vender os percisos para o uso doméstico". Assim, em 5 de Maio de 1826 obtiveram os moradores da vila de Ponte de Lima, por provisão do rei D. Pedro IV, autorização para se fazerem todos os anos, em ocasião das festividades de Nossa Senhora das Dores, "feira de todos os géneros, mercadorias e gados na sobredita villa e no local que designarem

Assim sendo, os Amorins vieram mais uma vez à Festa... e por cá andaram!!! alguns de nós, não 3, mas 6 dias...



15 de setembro, Dia Internacional da Democracia.

 Hoje, 15 de setembro, é Dia Internacional da Democracia. 

Este dia foi instituído em 8 de novembro de 2007 pela Assembleia Geral das Nações Unidas, através da Resolução 62/7, com o objetivo de celebrar a Democracia e de chamar a atenção para a importância de preservá-la. 

A Resolução 62/7 pode ser descarrregada (em inglês) do seguinte endereço: https://eurocid.mne.gov.pt/sites/default/files/repository/content/event/41739/documents/62-296.pdf


segunda-feira, 8 de setembro de 2025

Hoje celebra-se a Natividade de Nossa Senhora.




Diz-nos o Pe António Vieira no seu Sermão do Nascimento da Mãe de Deus:
 
"Perguntai aos enfermos para que nasce esta Celestial Menina. Dir-vos-ão que nasce para Senhora da Saúde; perguntai aos pobres, dirão que nasce para Senhora dos Remédios; perguntai aos desamparados, dirão que nasce para Senhora do Amparo; perguntai aos desconsolados, dirão que nasce para Senhora da Consolação; perguntai aos tristes, dirão que nasce para Senhora dos Prazeres; perguntai aos desesperados, dirão que nasce para Senhora da Esperança; os cegos dirão que nasce para Senhora da Luz; os discordes: para Senhora da Paz; os desencaminhados: para Senhora da Guia; os cativos: para Senhora do Livramento; os cercados: para Senhora da Vitória. Dirão os pleiteantes que nasce para Senhora do Bom Despacho; os navegantes: para Senhora da Boa Viagem; os temerosos da sua fortuna: para Senhora do Bom Sucesso; os desconfiados da vida: para Senhora da Boa Morte; os pecadores todos: para Senhora da Graça; e todos os seus devotos: para Senhora da Glória. E se todas estas vozes se unirem em uma só voz (...), dirão que nasce (...) para ser Maria e Mãe de Jesus". (Apud José Leite, S. J., op. cit., Vol. III, p. 33.).

domingo, 7 de setembro de 2025

12 Anos de serviço e dedicação a Rebordões-Souto - Discurso de Despedida da Presidência da Junta de Freguesia de Rebordões-Souto

Senhoras e Senhores,

Chegou o momento de dirigir a minha última palavra a esta Assembleia como presidente de Junta de Freguesia, cargo que tive a honra de exercer durante doze anos ao serviço desta querida Freguesia. O tempo é feito de ciclos, e no final do próximo mês de outubro fecho um capítulo marcante da minha vida, guiado pelo sentimento profundo de gratidão e orgulho pelo caminho trilhado.

Nestes doze anos, testemunhei a mudança e a afirmação da nossa comunidade. Testemunhei algum crescimento. Como todos sabem, vivi dificuldades pessoais e, apesar de já o ter feito muitas vezes, aproveito mais este momento para agradecer todo o apoio que recebi de todos nesses momentos difíceis. 

Como comunidade, vivemos desafios exigentes, decisões complexas e, momentos de incerteza, de insegurança como foi a luta contra a COVID. 

Mas, acima de tudo, penso que estes doze anos, representam para todos, momentos de conquista partilhada. Tentei gerir a Junta de Freguesia da melhor forma que sabia e com as armas e ferramentas que tive ao meus dispor. Tentei ouvir sempre todos… o meu telefone nunca se mostrou indisponível para quem quer que fosse e à hora que fosse… algumas vezes, lamentavelmente, não tive resposta para dar, ou dei uma resposta menos boa.

Ao longo destes anos tivemos muitas discussões: a escola que iria sempre fechar e que ao fim de 12 anos continua a funcionar, a ETAR, a obra do Mirante, as linhas MAT, o PDM, a ADAM, a água da chuva e da rega, os baldios, os Kiwi’s e muitas outras… 

Nesta casa onde nos encontramos e onde a maioria de vocês estiveram igualmente estes 12 anos, aprendi que este espaço, mais do que um espaço de debate é um palco onde colaboramos, divergimos, aprendemos e, sobretudo, onde construímos o bem comum. 

Agradeço, em primeiro lugar, a confiança de todos que, ao longo destes anos, depositaram em mim a responsabilidade de liderar os trabalhos desta casa. Agradeço aos membros da assembleia, aos executivos, a todos empreiteiros e/ou prestadores de serviços, a todos os colaboradores, às Associações da nossa terra e à população em geral, e de forma muito particular aqueles [e estes sabem bem quem são], cuja participação ativa, dia após dia, semana após semana, mês após mês, ano após ano, foram sempre o motor essencial para a força desta Freguesia.

Quero reconhecer o empenho, mesmo nas diferenças, de cada pessoa que compôs as 3 Assembleias de Freguesia para as quais fui sempre eleito em primeiro lugar pelo nosso povo. Da pluralidade de ideias nasce o progresso, e o respeito mútuo foi a base do nosso percurso. O diálogo, por vezes intenso, permitiu-nos encontrar consensos e decidir sempre com a convicção de que estávamos a servir o interesse coletivo.

Aproveito este momento e porque, como bem entendem, não reunirei novamente o executivo da JF em reunião pública para agradecer a participação de todos aqueles que mensalmente despenderam de algum tempo das suas vidas e que tomaram parte nas reuniões publicas do executivo para discutir os problemas da nossa terra.

Sinto-me privilegiado por ter acompanhado projetos que transformaram a nossa terra, iniciativas que aproximaram as pessoas e respostas concretas às necessidades sentidas por quem aqui vive. Cada vitória foi resultado do trabalho de todos; cada obstáculo, superado pelo espírito de união e perseverança. 

Não me arrependo de nada… porém, penso que em determinadas alturas, o caminho poderia ter sido outro.

Saio com a consciência tranquila de que dei o melhor de mim, sempre movido pelo sentido de missão, honestidade e dedicação. Outros há que, movidos por questões político-partidárias, ou outros que não consigo nem quero aqui referir, mais me parece que colocaram outros interesses acima dos interesses da Nossa Terra... lamento tanta coisa que fica na gaveta... não na minha porque, tudo que entendi ser importante para Rebordões-Souto, quando não dependia de mim, foi encaminhado para quem de direito (e, aí, infelizmente, ficou à espera de uma vontade que tarda e teima tanto em aparecer).

Não posso deixar de agradecer à minha família, cujo apoio silencioso foi, tantas vezes, o meu refúgio e inspiração.

Deixo esta função, mas não abandono a minha terra. Permaneço disponível, como cidadão, para contribuir e colaborar, agora de outra forma, para o futuro da nossa freguesia.

Desejo aos que irão continuar e àqueles que irão chegar coragem, visão e compromisso. Que mantenham viva a paixão pelo serviço público e que nunca se esqueçam que cada decisão tomada aqui ecoa na vida de cada um dos nossos vizinhos.

Ao encerrar este ciclo, julgo importante partilhar uma reflexão deixada por quem também dedicou grande parte da sua vida a esta casa. Cito o senhor Domingos Oliveira Vieira, presidente desta assembleia entre 1983 e 2013, que costumava dizer: “Por muito que se tenha feito, haverá sempre muito mais que fica por fazer…”, uma frase simples, mas profunda, que serve de lembrete de que o trabalho público é um processo contínuo, uma construção coletiva permanente e que, independentemente dos resultados alcançados, a missão de servir a comunidade exige humildade para reconhecer que os desafios continuam.

Levo daqui memórias que permanecerão comigo para sempre e a certeza de que, juntos, deixámos uma marca positiva no caminho da nossa comunidade.

Muito obrigado a todos. 

Bem hajam.