terça-feira, 24 de dezembro de 2024
"Adeus, até ao meu regresso"
"Há 50 anos, a 24 de dezembro de 1974, e pela última vez na quadra natalícia, ouvir-se-á na emissão da RTP a frase “Adeus, até ao meu regresso”, a icónica frase que os militares portugueses destacados no Ultramar dirigiam às suas famílias e entes queridos no final das mensagens que a televisão pública registava e emitia.
Desta feita, ao invés das tradicionais mensagens de Natal dos militares mobilizados nos contextos de guerra africanos, a RTP transmite um documentário “Adeus, até ao meu regresso”, de António-Pedro Vasconcelos, colocando a sociedade portuguesa perante a experiência da guerra, especialmente na Guiné, o primeiro dos territórios colonizados a ver a sua independência reconhecida.
O documentário é apontado como a primeira reflexão cinematográfica notória sobre o fenómeno da Guerra Colonial e os seus atores, tendo sido transmitido às 21h da noite de consoada de 1974."
Marcas de um passado recente que não devemos nem podemos esquecer!...
Pode ver o documentário no seguinte endereço: https://fb.watch/xgvebVqcBA/
segunda-feira, 23 de dezembro de 2024
Operações policiais...
As operações da polícia no Martim Moniz não são uma novidade. A SIC recuou 20 anos e encontrou dezenas no arquivo. Repetem-se todos os anos para combater problemas que têm décadas.
No link seguinte pode ver um resumo feito pela SIC com as mais mediáticas:
https://www.tiktok.com/@sicnoticiaspt/video/7451279749592190241
terça-feira, 10 de dezembro de 2024
10 de dezembro - Dia dos Direitos Humanos
Assinala-se hoje, a consagração, em 1948, da Declaração Universal dos Direitos Humanos, que estabeleceu, pela primeira vez, os direitos humanos fundamentais que devem ser protegidos universalmente.
Desde 1950, o dia 10 de dezembro foi instituido por iniciativa da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) como Dia dos Direitos Humanos.
A Declaração Universal dos Direitos Humanos, que é hoje documento mais traduzido do mundo (577 línguas ou dialetos) consagra os direitos inalienáveis que assistem a todas as pessoas enquanto seres humanos, independentemente da raça, cor, religião, sexo, língua, opinião política ou outra, origem nacional ou social, propriedade, nascimento ou outro estatuto.
Preâmbulo
Considerando que o reconhecimento da dignidade inerente a todos os membros da família humana e dos seus direitos iguais e inalienáveis constitui o fundamento da liberdade, da justiça e da paz no mundo;
Considerando que o desconhecimento e o desprezo dos direitos do homem conduziram a atos de barbárie que revoltam a consciência da Humanidade e que o advento de um mundo em que os seres humanos sejam livres de falar e de crer, libertos do terror e da miséria, foi proclamado como a mais alta inspiração do homem;
Considerando que é essencial a proteção dos direitos do homem através de um regime de direito, para que o homem não seja compelido, em supremo recurso, à revolta contra a tirania e a opressão;
Considerando que é essencial encorajar o desenvolvimento de relações amistosas entre as nações;
Considerando que, na Carta, os povos das Nações Unidas proclamam, de novo, a sua fé nos direitos fundamentais do homem, na dignidade e no valor da pessoa humana, na igualdade de direitos dos homens e das mulheres e se declararam resolvidos a favorecer o progresso social e a instaurar melhores condições de vida dentro de uma liberdade mais ampla;
Considerando que os Estados membros se comprometeram a promover, em cooperação com a Organização das Nações Unidas, o respeito universal e efetivo dos direitos do homem e das liberdades fundamentais;
Considerando que uma conceção comum destes direitos e liberdades é da mais alta importância para dar plena satisfação a tal compromisso:
A Assembleia Geral
Proclama a presente Declaração Universal dos Direitos do Homem como ideal comum a atingir por todos os povos e todas as nações, a fim de que todos os indivíduos e todos os órgãos da sociedade, tendo-a constantemente no espírito, se esforcem, pelo ensino e pela educação, por desenvolver o respeito desses direitos e liberdades e por promover, por medidas progressivas de ordem nacional e internacional, o seu reconhecimento e a sua aplicação universais e efetivos tanto entre as populações dos próprios Estados membros como entre as dos territórios colocados sob a sua jurisdição.
Artigo 1.º
Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade.
Artigo 2.º
Todos os seres humanos podem invocar os direitos e as liberdades proclamados na presente Declaração, sem distinção alguma, nomeadamente de raça, de cor, de sexo, de língua, de religião, de opinião política ou outra, de origem nacional ou social, de fortuna, de nascimento ou de qualquer outra situação.
Além disso, não será feita nenhuma distinção fundada no estatuto político, jurídico ou internacional do país ou do território da naturalidade da pessoa, seja esse país ou território independente, sob tutela, autónomo ou sujeito a alguma limitação de soberania.
Artigo 3.º
Todo o indivíduo tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal.
Artigo 4.º
Ninguém será mantido em escravatura ou em servidão; a escravatura e o trato dos escravos, sob todas as formas, são proibidos.
Artigo 5.º
Ninguém será submetido a tortura nem a penas ou tratamentos cruéis, desumanos ou degradantes.
Artigo 6.º
Todos os indivíduos têm direito ao reconhecimento em todos os lugares da sua personalidade jurídica.
Artigo 7.º
Todos são iguais perante a lei e, sem distinção, têm direito a igual proteção da lei. Todos têm direito a proteção igual contra qualquer discriminação que viole a presente Declaração e contra qualquer incitamento a tal discriminação.
Artigo 8.º
Toda a pessoa tem direito a recurso efetivo para as jurisdições nacionais competentes contra os atos que violem os direitos fundamentais reconhecidos pela Constituição ou pela lei.
Artigo 9.º
Ninguém pode ser arbitrariamente preso, detido ou exilado.
Artigo 10.º
Toda a pessoa tem direito, em plena igualdade, a que a sua causa seja equitativa e publicamente julgada por um tribunal independente e imparcial que decida dos seus direitos e obrigações ou das razões de qualquer acusação em matéria penal que contra ela seja deduzida.
Artigo 11.º
1. Toda a pessoa acusada de um ato delituoso presume-se inocente até que a sua culpabilidade fique legalmente provada no decurso de um processo público em que todas as garantias necessárias de defesa lhe sejam asseguradas.
2. Ninguém será condenado por ações ou omissões que, no momento da sua prática, não constituíam ato delituoso à face do direito interno ou internacional. Do mesmo modo, não será infligida pena mais grave do que a que era aplicável no momento em que o ato delituoso foi cometido.
Artigo 12.º
Ninguém sofrerá intromissões arbitrárias na sua vida privada, na sua família, no seu domicílio ou na sua correspondência, nem ataques à sua honra e reputação. Contra tais intromissões ou ataques toda a pessoa tem direito a proteção da lei.
Artigo 13.º
1. Toda a pessoa tem o direito de livremente circular e escolher a sua residência no interior de um Estado.
2. Toda a pessoa tem o direito de abandonar o país em que se encontra, incluindo o seu, e o direito de regressar ao seu país.
Artigo 14.º
1. Toda a pessoa sujeita a perseguição tem o direito de procurar e de beneficiar de asilo em outros países.
2. Este direito não pode, porém, ser invocado no caso de processo realmente existente por crime de direito comum ou por atividades contrárias aos fins e aos princípios das Nações Unidas.
Artigo 15.º
1. Todo o indivíduo tem direito a ter uma nacionalidade.
2. Ninguém pode ser arbitrariamente privado da sua nacionalidade nem do direito de mudar de nacionalidade.
Artigo 16.º
1. A partir da idade núbil, o homem e a mulher têm o direito de casar e de constituir família, sem restrição alguma de raça, nacionalidade ou religião. Durante o casamento e na altura da sua dissolução, ambos têm direitos iguais.
2. O casamento não pode ser celebrado sem o livre e pleno consentimento dos futuros esposos.
3. A família é o elemento natural e fundamental da sociedade e tem direito à proteção desta e do Estado.
Artigo 17.º
1. Toda a pessoa, individual ou coletivamente, tem direito à propriedade.
2. Ninguém pode ser arbitrariamente privado da sua propriedade.
Artigo 18.º
Toda a pessoa tem direito à liberdade de pensamento, de consciência e de religião; este direito implica a liberdade de mudar de religião ou de convição, assim como a liberdade de manifestar a religião ou convição, sozinho ou em comum, tanto em público como em privado, pelo ensino, pela prática, pelo culto e pelos ritos.
Artigo 19.º
Todo o indivíduo tem direito à liberdade de opinião e de expressão, o que implica o direito de não ser inquietado pelas suas opiniões e o de procurar, receber e difundir, sem consideração de fronteiras, informações e ideias por qualquer meio de expressão.
Artigo 20.º
1. Toda a pessoa tem direito à liberdade de reunião e de associação pacíficas.
2. Ninguém pode ser obrigado a fazer parte de uma associação.
Artigo 21.º
1. Toda a pessoa tem o direito de tomar parte na direção dos negócios públicos do seu país, quer diretamente, quer por intermédio de representantes livremente escolhidos.
2. Toda a pessoa tem direito de acesso, em condições de igualdade, às funções públicas do seu país.
3. A vontade do povo é o fundamento da autoridade dos poderes públicos; e deve exprimir-se através de eleições honestas a realizar periodicamente por sufrágio universal e igual, com voto secreto ou segundo processo equivalente que salvaguarde a liberdade de voto.
Artigo 22.º
Toda a pessoa, como membro da sociedade, tem direito à segurança social; e pode legitimamente exigir a satisfação dos direitos económicos, sociais e culturais indispensáveis, graças ao esforço nacional e à cooperação internacional, de harmonia com a organização e os recursos de cada país.
Artigo 23.º
1. Toda a pessoa tem direito ao trabalho, à livre escolha do trabalho, a condições equitativas e satisfatórias de trabalho e à proteção contra o desemprego.
2. Todos têm direito, sem discriminação alguma, a salário igual por trabalho igual.
3. Quem trabalha tem direito a uma remuneração equitativa e satisfatória, que lhe permita e à sua família uma existência conforme com a dignidade humana, e completada, se possível, por todos os outros meios de proteção social.
4. Toda a pessoa tem o direito de fundar com outras pessoas sindicatos e de se filiar em sindicatos para a defesa dos seus interesses.
Artigo 24.º
Toda a pessoa tem direito ao repouso e aos lazeres e, especialmente, a uma limitação razoável da duração do trabalho e a férias periódicas pagas.
Artigo 25.º
1. Toda a pessoa tem direito a um nível de vida suficiente para lhe assegurar e à sua família a saúde e o bem-estar, principalmente quanto à alimentação, ao vestuário, ao alojamento, à assistência médica e ainda quanto aos serviços sociais necessários, e tem direito à segurança no desemprego, na doença, na invalidez, na viuvez, na velhice ou noutros casos de perda de meios de subsistência por circunstâncias independentes da sua vontade.
2. A maternidade e a infância têm direito a ajuda e a assistência especiais. Todas as crianças, nascidas dentro ou fora do matrimónio, gozam da mesma proteção social.
Artigo 26.º
1. Toda a pessoa tem direito à educação. A educação deve ser gratuita, pelo menos a correspondente ao ensino elementar fundamental. O ensino elementar é obrigatório. O ensino técnico e profissional deve ser generalizado; o acesso aos estudos superiores deve estar aberto a todos em plena igualdade, em função do seu mérito.
2. A educação deve visar à plena expansão da personalidade humana e ao reforço dos direitos do homem e das liberdades fundamentais e deve favorecer a compreensão, a tolerância e a amizade entre todas as nações e todos os grupos raciais ou religiosos, bem como o desenvolvimento das atividades das Nações Unidas para a manutenção da paz.
3. Aos pais pertence a prioridade do direito de escolher o género de educação a dar aos filhos.
Artigo 27.º
1. Toda a pessoa tem o direito de tomar parte livremente na vida cultural da comunidade, de fruir as artes e de participar no progresso científico e nos benefícios que deste resultam.
2. Todos têm direito à proteção dos interesses morais e materiais ligados a qualquer produção científica, literária ou artística da sua autoria.
Artigo 28.º
Toda a pessoa tem direito a que reine, no plano social e no plano internacional, uma ordem capaz de tornar plenamente efectivos os direitos e as liberdades enunciadas na presente Declaração.
Artigo 29.º
1. O indivíduo tem deveres para com a comunidade, fora da qual não é possível o livre e pleno desenvolvimento da sua personalidade.
2. No exercício destes direitos e no gozo destas liberdades ninguém está sujeito senão às limitações estabelecidas pela lei com vista exclusivamente a promover o reconhecimento e o respeito dos direitos e liberdades dos outros e a fim de satisfazer as justas exigências da moral, da ordem pública e do bem-estar numa sociedade democrática.
3. Em caso algum estes direitos e liberdades poderão ser exercidos contrariamente aos fins e aos princípios das Nações Unidas.
Artigo 30.º
Nenhuma disposição da presente Declaração pode ser interpretada de maneira a envolver para qualquer Estado, agrupamento ou indivíduo o direito de se entregar a alguma atividade ou de praticar algum ato destinado a destruir os direitos e liberdades aqui enunciados.
quarta-feira, 4 de dezembro de 2024
Francisco Sá Carneiro
A página oficial das comemorações dos 50 anos do 25 de abril publica o seguinte texto sobre Francisco Sá Carneiro, fundados do PPD/PSD:
"Francisco Sá Carneiro foi um protagonista da vida política nacional no final da ditadura e nos primeiros anos da democracia.
Nasceu a 19 de julho de 1934 no Porto. Advogado licenciado pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, tinha ligações aos meios católicos reformistas do Porto e ao Bispo D. António Ferreira Gomes.
Em 1969, integrou as listas da União Nacional, nas primeiras eleições legislativas de Marcelo Caetano, ambicionando a “instauração de um regime de tipo europeu ocidental”. No Parlamento, interveio em defesa dos direitos, liberdades e garantias dos cidadãos. Destacou-se ainda na defesa da liberdade de imprensa e religiosa e da revisão da Concordata. Em janeiro de 1972, visitou várias prisões para conhecer a situação dos presos políticos. A 25 de Janeiro de 1973, anunciou a renúncia ao mandato por lhe ter sido recusada a possibilidade de discutir na Assembleia vários projetos de lei da sua iniciativa.
Derrubada a ditadura, a 6 de maio 1974, foi um dos fundadores do Partido Popular Democrático (PPD), do qual foi líder e presidente.
A 16 de maio de 1974, integrou o I Governo Provisório como ministro sem pasta e ministro-adjunto do primeiro-ministro. Foi eleito deputado nas primeiras eleições livres, para a Assembleia Constituinte, a 25 de abril de 1975. Voltaria ao hemiciclo depois das primeiras eleições legislativas, de 25 de abril de 1976, assumindo o cargo de Presidente do Grupo Parlamentar do então já Partido Social Democrata (PSD).
Defendeu a extinção do Conselho da Revolução por meio de uma revisão constitucional. Foi uma das vozes mais audíveis no espaço público português pelo afastamento das Forças Armadas da política.
Em 1979, o PSD concorreu às legislativas coligado com o Centro Democrático Social (CDS) e o Partido Popular Monárquico (PPM). A Aliança Democrática (AD) pretendia derrotar a “maioria de esquerda” — e conseguiu. Obteve maioria absoluta.
Francisco Sá Carneiro foi primeiro-ministro do VI Governo Constitucional durante menos de um ano. Tomou posse a 3 de janeiro de 1980. Faleceria a 4 de dezembro, quando a aeronave em que viajava se despenhou. "
sábado, 23 de novembro de 2024
PPD - 50.º aniversário do 1.º Congresso Nacional
Há 50 anos, neste dia 23 de novembro, mas de 1974, arrancava, em Lisboa, no Pavilhão dos Desportos, o 1.º Congresso Nacional do Partido Popular Democrático.
Participaram 994 congressistas que reforçaram a confiança em Francisco Sá Carneiro para a liderança do partido.
Neste congresso foi aprovado o programa do PPD intitulado "A Social-Democracia para Portugal" que pode ser consultado na página Oficial do PSD no seguinte endereço: https://www.psd.pt/sites/default/files/2020-09/programa-partido-1974.pdf
Regulamento do 1.º Congresso do PPD:
Noticia na RTP: https://arquivos.rtp.pt/conteudos/i-congresso-nacional-do-ppd-2/
quarta-feira, 13 de novembro de 2024
“É ou não é”
O “É ou não é” de ontem começou com uma declaração de “mais um especialista em tudologia” que afirmou que “as eleições norte americanas são decididas por uma franja muito pequena do eleitorado”… ora bem, de um universo de cerca de 334 milhões de pessoas, votaram mais de 148 milhões de pessoas… imagino o que ele diria se o convidassem a falar das eleições em Portugal!…
Longe de mim afirmar que a vitória de Trump é a salvação da humanidade (até pode muito bem ser a condenação) mas a verdade é que muito perto de 50% dos americanos votaram e, destes, mais de 50% disseram que não acreditaram na Sra Kamala e nas suas ideias… custa muito entender isto?…
quarta-feira, 6 de novembro de 2024
Oração a São Nuno de Santa Maria
Pai Santo, em Jesus Cristo mostrastes a São Nuno de Santa Maria o valor supremo do vosso Reino.
Para o conquistar, ele exercitou-se com as armas da fé, do amor a Cristo e à Igreja, da Palavra de Deus, da Eucaristia, da oração, da confiança em Maria, da caridade, do jejum, da castidade, da fortaleza, do serviço, da rectidão de espírito e da justiça.
Para vos servir de modo mais total como único Senhor, e a Maria Santíssima, Senhora do Carmo, a quem se consagrou na vida religiosa carmelita, de tudo se despojou.
Concedei-nos, por sua intercessão, a graça... (nomeá-la), para que sem obstáculos da alma e do corpo possamos nós também viver sempre ao vosso serviço e, combatendo o bom combate da fé, mereçamos tomar parte no Banquete do Reino dos Céus.
Por Cristo, nosso Senhor.
Amen
sábado, 21 de setembro de 2024
21 de setembro - Dia Internacional da Paz
O Dia Internacional da Paz é celebrado anualmente a 21 de setembro. É um dia dedicado ao reforço dos ideais de paz, através da observação de 24 horas de não-violência e de cessar-fogo em todo o mundo.
No ano em que é assinalado o 25.º aniversário da Declaração e do Programa de Ação sobre uma Cultura de Paz, o tema escolhido é «Cultivar uma Cultura de Paz».
terça-feira, 18 de junho de 2024
TSF - 40 anos…
A primeira emissão da TSF (Telefonia Sem Fios) foi para o ar no dia 17 de junho de 1984 e era, como a generalidade das rádios que, ainda hoje, mas cada vez menos ouvimos, "pirata" ou "livre" consoante o gosto.
Não me lembro desta primeira emissão, o que é perfeitamente normal porque à data tinha apenas 7 anos… reza a história que nesse dia, foram para o ar 60 depoimentos de personalidades portuguesas (entre as quais o então Primeiro Ministro, Mário Soares, e o Presidente da República, General Ramalho Eanes) que defenderam a abertura à iniciativa privada. Foi legalizada a 29 de fevereiro de 1988 e a sua emissão regular começou a 29 de fevereiro de 1988.
Foi a primeira estação portuguesa de rádio dedicada à informação e rapidamente se tornou num projeto exemplar e, desde o seu lançamento passou a ser das emissoras mais ouvidas em Portugal, sendo uma das rádios de referência para o grande público e para políticos e outras personalidades portuguesas.
Tudo o que passa, passa na TSF e, com "notícias de meia em meia hora", com "janelas" abertas com espaços de informação que entram fora dos noticiários, com o "Fórum TSF", uma das fórmulas essenciais desse estilo, tendo os ouvintes como principais intervenientes, com coberturas completas dos principais eventos políticos e desportivos de Portugal e do Mundo, a TSF lá se foi impondo como o principal veículo informativo deste nosso Portugal.
Recordo muitas emissões especiais da TSF... entre elas, o bloqueio da Ponte 25 de abril, no longínquo ano de 1994; o congresso do PPD/PSD realizado no Coliseu de Lisboa em 1995; a queda da ponte de Entre-os-Rios em 2001; os incêndios de Pedrogão Grande e posteriormente de Leira... mas, o que mais recordo e que mais me despertou para esta rádio foi a cobertura da viagem do navio Lusitânia Expresso, chamada de "Paz em Timor", que levava "ativistas" com a intenção de depositar flores no cemitério de Santa Cruz, em Díli e que despertou nos portugueses a necessidade de olharmos para o que se passava em Timor.
Não tenho dúvidas em (re)afirmar o slogan dos 25 anos da TSF: "a TSF foi a rádio que mudou o modo de fazer informação em Portugal", nem muito menos o dos 20 anos: "a rádio que mudou a rádio".
Sou ouvinte assíduo desta rádio... melhor e mais bem dito, sou ouvinte assíduo da RÁDIO... porque TSF é rádio e se não tivesse havido a TSF, com certeza que eu, hoje, era muito menos ouvinte de rádio.
quarta-feira, 15 de maio de 2024
15 de maio - Dia Internacional da Família
O Dia Internacional da Família é celebrado anualmente a 15 de maio como forma de promover a consciencialização sobre as questões relacionadas com as famílias, assim como uma maior compreensão dos processos sociais, económicos e demográficos que as afetam globalmente.
Foi durante a década de 80 que a ONU dirigiu a sua atenção para as questões relacionadas com a família, mas somente a 9 de dezembro de 1989 foi estabelecido o «Ano Internacional das Famílias», através da resolução 44/82 da ONU, proclamando, em 1993, o dia 15 de maio como «Dia Internacional das Famílias», mediante a resolução (A/RES/47/237).
A este respeito, junto importante ler e meditar o discurso que o Papa João Paulo II dirigiu às Famílias de todo o mundo presentes no encontro realizado no Estádio do Maracanã, Rio de Janeiro, em 4 de outubro de 1997 e que transcrevo de seguida:
"1. Amadas famílias que vos reunis aqui no Rio de Janeiro, vindas de todos os povos e nações!
Amadas famílias de todo o mundo, que através do Rádio e da Televisão seguis este Encontro!
Saúdo a todas com especial carinho e a todos vos abençoo.
Muito obrigado por esta calorosa manifestação de fé e de alegria que nos quisestes dar hoje, para ajudar-nos a refletir que a família é realmente dom e compromisso pela pessoa e pela vida, e esperança da humanidade. Também a arte foi colocada como instrumento a serviço da mensagem do amor comprometido e da vida, maravilhoso dom de Deus. Fizestes-nos participar daquilo que o Senhor, Autor do matrimônio e Senhor da vida, realizou em vós. E também testemunhastes o que conseguistes com sua graça. Não é verdade que o Senhor, nas mais distintas situações, inclusive no meio das tribulações e das dificuldades, sempre vos acompanhou? Sim! o Senhor da Aliança, que veio à vossa procura e vos encontrou, sempre vos acompanhou no vosso caminho. Deus Nosso Senhor, o Autor do matrimónio que vos uniu, derramou abundantemente, para vossa felicidade, a riqueza do seu amor.
Eu gostaria de recolher aqui, em breve síntese, aquilo que haveis refletido, após uma intensa preparação catequética conforme o Magistério da Igreja, nas Assembleias Familiares, nas Dioceses, Paróquias, Movimentos e Associações. Foi, sem dúvida, uma formosa preparação, cujos frutos trazeis hoje aqui para proveito e alegria de todos.
2. A família é património da humanidade, porque é mediante a família que, conforme o desígnio de Deus, deve-se prolongar a presença do homem sobre a terra. Nas famílias cristãs, fundadas no sacramento do matrimônio, a fé nos vislumbra maravilhosamente o rosto de Cristo, esplendor da verdade, que enche de luz e de alegria os lares que inspiram a sua vida no Evangelho.
Hoje, infelizmente, vai-se difundindo pelo mundo uma mensagem enganosa de felicidade impossível e inconsistente, que só arrasta consigo desolação e amargura. A felicidade não se consegue pela via da liberdade sem a verdade, porque esta é a via do egoísmo irresponsável, que divide e corrói a família e a sociedade.
Não é verdade que os esposos, como se fossem escravos condenados à sua própria fragilidade, não possam permanecer fiéis à sua entrega total até à morte! O Senhor, que vos chama a viver na unidade de "uma só carne", unidade de corpo e alma, unidade da vida toda, dá-vos força para uma fidelidade que enobrece e que faz com que a vossa união não corra o risco da traição que rouba a dignidade e a felicidade e introduz, no seio do lar, divisão e amargura cujas maiores vítimas são os filhos. A melhor defesa do lar está na fidelidade que é uma dádiva do Deus fiel e misericordioso, num amor por Ele redimido.
3. Quisiera, una vez más, lanzar aquí un clamor de esperanza y de liberación.
Familias de América Latina y del mundo entero: no os dejéis seducir por ese mensaje de mentira que degrada a los pueblos, atenta contra sus mejores tradiciones y valores, y hace caer sobre los hijos un cúmulo de sufrimientos y de infelicidad. La causa de la familia dignifica al mundo y lo libera en la auténtica verdad del ser humano, del misterio de la vida, don de Dios, del hombre y la mujer, imagenes de Dios. Hay que luchar por esa causa para asegurar vuestra felicidad y el futuro de la familia humana.
Desde aquí, en esta tarde, en que familias de todas las partes del mundo estrechan sus manos, como en una inmensa corona de amor y de fidelidad, lanzo esta invitación a cuantos trabajan en la edificación de una nueva sociedad en la que reine la civilización del amor: defended, como don precioso e insustituible, vuestras familias; protegedlas con leyes justas que combatan la miseria y el azote del desempleo, y que, a la vez, permitan a los padres cumplir con su misión. ¿Cómo pueden los jóvenes crear una familia si no tienen con qué mantenerla? La miseria destruye la familia, impide el acceso a la cultura y a la educación básica, corrompe las costumbres, daña en su propia raíz la salud de los jóvenes y los adultos. ¡Ayudadlas! En esto se juega vuestro futuro.
Existen en la historia moderna numerosos fenómenos sociales que nos invitan a hacer un examen de conciencia sobre la familia. En muchos casos hay que reconocer con vergüenza que se han producido errores y desvaríos. ¿Cómo no denunciar aquellos comportamientos, motivados por el desenfreno y la irresponsabilidad, que conducen a tratar a los seres humanos como a simples cosas o instrumentos del placer pasajero y vacío? ¿Cómo no reaccionar ante la falta de respeto, la pornografía y toda clase de explotación, de las que en muchos casos los niños pagan el precio más caro?
As sociedades que se despreocupam da infância são desumanas e irresponsáveis. Os lares que não educam integralmente seus filhos, que os abandonam, cometem uma gravíssima injustiça de que deverão prestar contas diante do tribunal de Deus. Sei que não poucas famílias são, por vezes, vítimas de situações maiores que elas próprias. Em tais casos, ocorre fazer apelo à solidariedade de todos, porque as crianças acabam sofrendo todas as formas de pobreza: a da miséria econômica e, sobre- tudo, da miséria moral que produz o fenômeno a que aludia na Carta às Famílias: Há muitos órfãos de pais vivos! (n. 14).
Como foi lembrado pelo Cardeal Presidente do Pontifício Conselho para a Família, para servir de símbolo de uma caridade efetiva e fruto do Primeiro Encontro Mundial com as Famílias em Roma, foi concluída uma "Cidade das Crianças" em Ruanda, tendo sido construída com a ajuda de muitas pessoas e algumas generosas instituições; e começam a construir outra em Salvador da Bahia, naqueles mesmos Alagados que visitei e aos quais deixei um apelo à esperança e à promoção humana durante a minha primeira Visita Apostólica ao Brasil em julho de (mil novecentos e oitenta) 1980. Este esforço leva em si uma mensagem e um convite que dirijo ao mundo, através de vós famílias de todo o mundo: acolhei vossos filhos com um amor responsável; defendei-os como um dom de Deus, desde o momento em que são concebidos, em que a vida humana surge no ventre das mães; que o crime abominável do aborto, vergonha para a humanidade, não condene os concebidos à mais injusta das execuções: a dos seres humanos mais inocentes! Esta proclamação sobre o inestimável valor da vida desde o ventre materno e contra qualquer manobra de supressão da vida, quantas vezes a ouvimos dos lábios da Madre Teresa de Calcutá!? Ouvimo-la todos durante o Ato Testemunhal do Primeiro Encontro, em Roma. Aqueles lábios estão agora mudos pela morte. Mas a mensagem de Madre Teresa em favor da vida continua vibrante e convincente como nunca.
4. Neste Estádio, convertido agora pelo jogo de luzes como em vitrais de uma imensa Catedral, a celebração de hoje quer chamar a todos a um grande e nobre compromisso, sobre o qual invocamos a ajuda de Deus Onipotente:
Pelas famílias, para que unidas no amor de Cristo, organizadas pastoralmente, presentes ativamente na sociedade, comprometidas na sua missão de humanização, de libertação, de construção de um mundo segundo o coração de Cristo, sejam realmente a esperança da humanidade!
Pelos filhos, para que cresçam como Jesus, no lar de Nazaré. No seio das mães, dorme a semente da nova humanidade. No rosto das crianças, brilha o futuro, o futuro milênio, o porvir que está nas mãos de Deus.
Pelos jovens, para que se empenhem, com grande entusiasmo, a preparar sua família de amanhã, educando-se a si mesmos para o amor verdadeiro que é abertura ao outro, capacidade de escuta e de resposta, compromisso de doação generosa, inclusive a custo de sacrifício pessoal, e disponibilidade à compreensão recíproca e ao perdão.
5. Famílias de todo o mundo, quero concluir renovando um apelo: Sede testemunhos vivos de Cristo, que é «o caminho, a verdade e a vida» (cf. Carta às Famílias, 23)! Deixai que entrem no próprio coração os frutos do Congresso Teológico-Pastoral recém concluído. E que a graça e a paz da parte de Deus, nosso Pai, e da parte do Senhor Jesus Cristo, estejam convosco! (cf. 2 Cor 1,2)
Maria, Rainha da Família,
Sede da Sabedoria, Serva do Senhor,
rogai por nós. Amém."
domingo, 28 de abril de 2024
25 de abril – 50 anos de Liberdade
Alocução proferida na Assembleia de Freguesia de Rebordões-Souto em 28 de abril de 1974, a assinalar os 50 anos do 25 de abril:
Cumpriram-se, na passada sexta-feira, 50 anos sobre aquela madrugada em que um punhado (grande) de militares (heróis) deram a volta ao estado a que o Estado tinha chegado e puseram fim ao Estado (bafiento) a que se chamava de Novo.
Neste dia, e nos que se lhe seguiram, em Portugal, muitos caminharam juntos (outros nem por isso) para a construção de um país livre e democrático, um país melhor.
Volvidos estes 50 anos, somos, muitas vezes, confrontados com sentimentos contraditórios… sei bem que a larga maioria dos nossos concidadãos considera que o Portugal saído do 25 de abril é muito melhor que o Portugal do 24 de abril de 1974… no entanto, haver quem pense o contrário, deve ser suficiente para tirar o sono a todos aqueles que têm a responsabilidade de gerir a coisa pública.
O Portugal do 24 de abril de 1974 era (como ainda hoje é) um país pobre; era um país de partido único; não havia eleições livres e a maioria das mulheres não podia votar; não havia liberdade de imprensa; havia censura; havia a PIDE; não havia Liberdade.
O Portugal de hoje é aquilo que se vê; é aquilo que, livremente, escolhemos que seja; é aquilo que, alguns fazem ser e que outros se abstêm de fazer.
Nasci em 1977… conheço o 24 de Abril pelos livros, pelos filmes, pelos testemunhos dos que viveram o Estado “Velho”… conheço o 25 de Abril pelos livros, pelos filmes, pelos testemunhos dos que viveram esta importante época da nossa história e pelas consequências que tiveram na minha e na nossa vida. E isso é suficiente para afirmar que não me consigo imaginar a viver em qualquer outro regime que não este, que não sendo perfeito, tal como disse um dia Winston Churchill é "o pior dos regimes, à exceção de todos os outros".
Abril veio com Liberdade e com três D’s: Democratizar, Descolonizar, Desenvolver…
A Descolonização foi feita como foi: com os seus erros, tropeções e equívocos. Está feita e, Portugal, deixou, e bem, de ser um país colonialista.
No que à Democratização diz respeito, considero que vivemos num sistema político democrático em que os partidos representam as escolhas dos cidadãos e alternam no governo (nacional e local) de acordo com os resultados das eleições, permite que diferentes conceções de sociedade se sucedam no poder. Para além da legalização dos partidos foi permitido que os eleitores se organizem em associação, movimentos, grupos de pressão, sindicatos. E, é da constante luta entre o detentor do poder e o titular do direito de oposição que a mudança se vai fazendo.
No entanto, e como processo em constante evolução que é, a Democracia não pode nunca ser dada como um direito absoluto. Haverá sempre muito que fazer para continuarmos a viver em Democracia. Haverá sempre algo a corrigir. A triste realidade com que nos confrontamos diariamente, com acontecimentos, locais e nacionais, sobrevalorizados por uns e desvalorizados por outros, fazem perigar esta enorme conquista, levam ao surgimento de descontentamentos que alimentam descrenças, fazem crescer populismos e populistas.
O terceiro D, o Desenvolvimento está à vista de todos… Escola, Saúde, Justiça, vias de comunicação, turismo, cultura… estamos melhor… o Portugal de hoje nada tem a ver com o Portugal de 74… claro que poderíamos e devíamos estar melhor… o Desenvolvimento é também ele um processo evolutivo nunca acabado.
Somos hoje muitos mais que os que éramos em 1974… no entanto, já fomos mais… estamos a minguar e, divorciamo-nos mais, casamos menos, temos muito menos filhos, temos 4 vezes mais idosos para cada jovem.
O Serviço Nacional de Saúde funciona mal, mas existe e é de nós todos e a todos nos protege nos momentos de maior vulnerabilidade. Sabemos bem que temos mais médicos; que mortalidade infantil é praticamente uma má memória entre nós (penso que o último caso de uma criança a morrer ao nascer, ou ao longo do primeiro ano de vida aconteceu há mais de 10 anos); que, na Nossa Terra ainda vai sendo possível ter Médico de Família; que de uma forma geral se vai conseguindo agendar consulta; que os profissionais de saúde procuram ajudar a curar as nossas maleitas.
Também sabemos que temos mais professores… há cinco vezes menos analfabetos, quase todos os jovens terminam o ensino secundário, e o número de licenciados e mestres é cada vez maior.
Sabemos que temos mais polícias, mais e melhores estradas… no entanto, muitas a precisar de obras… no entanto, nós, no país real não temos transportes públicos… o comboio nunca cá chegou e o autocarro passa cada vez menos.
Sabemos ainda que o Sistema de Segurança Social é injusto e imperfeito, paga reformas muito baixas, mas pagas a todos, e não só a alguns.
E a Justiça? Bem, a Justiça, tal como se diz, é cega e, infelizmente, é também demorada e cara… e sim, não é acessível a todos.
Felizmente, na Nossa Terra, todos temos casa… e todos temos água canalizada. Saneamento?... temos, mas não é o melhor!...
Em 50 anos de Abril Portugal e os Portugueses acertaram em muito e falharam noutro tanto. Temos um país mais livre, mais justo, mais próximo do ideal de abril do que o país em que se fez abril.
Senhora Presidente, senhores membros eleitos da AF, senhores membros do executivo, caros vizinhos,
O 25 de abril fez-se comandado pelos Capitães de Abril e pelos seus subordinados e pelo povo que a eles se decidiu juntar. Rebordões-Souto não teve Capitães… sinceramente não sei se teve militares envolvidos nas operações militares destes dias… mas teve, com toda a certeza muitos homens e mulheres que ao longo destes 50 anos marcharam e se bateram pela Liberdade, pela Democracia e pelo Desenvolvimento.
A Liberdade conquistada em 25 de Abril de 1974, depois consolidada em 25 de Novembro de 1975 e confirmadas na CRP de 1976 é o ganho mais marcante da nossa história recente; a Liberdade é, no essencial, aquilo que, entre outras coisas, nos deu a possibilidade de hoje estarmos aqui!... mas deu-nos também a responsabilidade de, estando aqui, honrarmos o voto de todos aqueles que em nós depositaram a sua confiança e ajudarmos ao sempre inacabado processo de construir um país mais igual, menos pobre.
Não nos podemos nunca esquecer que cabe a todos nós, titulares de poderes executivos ou deliberativos, membros dos executivos ou da oposição, mas também a todos nós, detentores da arma mais forte que a Liberdade de abril nos trouxe, o voto, assegurar a continuidade deste regime democrático.
Se não o fizermos estaremos a dar razão a todos aqueles que se deixam levar por populismos e populistas ou que, resignados com o estado a que o nosso Estado está a chegar, se demitem do dever de escolher quem querem à frente dos destinos da sua Freguesia, Concelho ou País.
Ponte de Lima, 28 de abril de 2024,
Filipe Amorim,
Presidente da Junta de Freguesia de Rebordões (Souto)
quarta-feira, 24 de abril de 2024
50 anos do 25 de Abril: o que ainda falta cumprir da revolução?
"Portugal está hoje melhor que há 50 anos. Mas a pouca produtividade da economia, a precariedade no trabalho e o definhamento dos serviços públicos colocam o país numa posição de atraso relativamente a outros congéneres europeus."
Artigo completo aqui: https://pt.euronews.com/2024/04/24/50-anos-do-25-de-abril-o-que-ainda-falta-cumprir-da-revolucao
















