sexta-feira, 23 de abril de 2021
sexta-feira, 9 de abril de 2021
L. A. R. Appius
A pretexto de tudo aquilo que hoje aconteceu na (in)Justiça Portuguesa, eis que há uma palavra muito interessante que urge verificar a sua origem: LARÁPIO...
Como todos sabemos, esta palavra, é sinónimo de ladrão, gatuno e outras cosas que tais. Aqui fica a pequena história:
"Houve em Roma um pretor [juiz] que dava sentenças favoráveis a quem melhor pagava.
Chamava-se ele Lucius Antonius [ou Amarus ou Aulus] Rufus Appius. Sua rubrica era L.A.R. Appius. Daí chamar-lhe o povo larappius, nome que ficou sinônimo de gatuno."
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Neves, Orlando (2001), Dicionário da origem das palavras. Lisboa: Círculo de Leitores.
Houaiss, António, Villar, Mauro de Salles (2002), Dicionário Houaiss. Lisboa: Círculo de Leitores, Tomo IV: 2234.
Hoje a Justiça portuguesa perdeu uma oportunidade de se reafirmar como pilar central da Democracia
Hoje a Justiça portuguesa perdeu uma oportunidade de se reafirmar como pilar central da Democracia.
Todos assistimos, incrédulos, a uma cena bizarra, ao estilo de grande filme, em que um ex-Primeiro-ministro entra num tribunal, presunçoso da mais que certa "absolvição" do crime de corrupção (mesmo antes antes de julgamento). Entrou com a perfeita convicção de que o juiz iria permitir que continuasse a gozar dos cerca de 34 milhões de euros que lhe foram parar ao bolso sem qualquer explicação apenas e só porque o crime prescreveu...
E fomos todos tão insultados, tratados como verdadeiros imbecis. E, incrédulos assistimos ao impensável: O juiz Ivo Rosa, qual verdadeiro advogado de defesa faz tábua rasa da acusação do Ministério Público.
José Sócrates foi acusado de corrupção e com provas mais que validas. Ficará na história como Primeiro-ministro corrupto, mas cujo crime se encontra prescrito mas que existiu e não se pode apagar... Urge que nos interroguemos todos acerca da razão desta prescrição... e da razão que levou a que tal acontecesse... e ninguém se pode alhear desta triste realidade: a Justiça e a Política não se quiseram misturar e na ansia de se manterem separados deixaram que os crimes praticados por este político prescrevessem.
Uma cena surreal onde um juiz tratou o Ministério Público como um verdadeiro encenador, um caluniador, em especulador que merece ser investigado.
Hoje, depois deste ataque ao Ministério Público, os mais desprotegidos, os pobres, os trabalhadores, os que cumprem com os seus deveres fiscais ficaram “órfãos”.
Sabiamente, o povo diz que pela aragem se vê o que vem na carruagem... por este andar ainda se vai provar que o povo português é que roubou o Sócrates e o Salgado... se assim for, espero que a indemnização seja paga com cheques do BES, de preferência sem cobertura...
Enfim... a Justiça Portuguesa foi completamente estilhaçada. quem se achar com forças que tente apanhar os cacos... só apanhar porque com toda a certeza vai ser impossível os colar!

