quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

A democracia não chegou à província...

Começo a pensar que esta coisa da democracia não chegou à província...

Hoje, e ontem assisti a um conjunto de declarações de Helena Roseta, a opor-se frontalmente à intenção de António Costa perdoar, primeiro apenas 1.8 milhões de euros, que afinal eram apenas e só mais de 4 milhões.

Fiquei contente com esta posição desta grande senhora... Eu, apesar de ser Benfiquista, não consigo aceitar que uma Câmara Municipal endividada como Lisboa se dê ao luxo de perdoar uma verba destas... há uns dias atrás dizia que António Costa queria comprar votos de Benfiquistas... hoje penso que o homem não sabe mesmo o que anda a fazer...

Porém este caso todo serviu para que todos pensássemos no verdadeiro papel do Presidente da Assembleia Municipal... é que esta senhora, de seu nome Helena Roseta, eleita para a Assembleia Municipal na Lista do PS, é verdadeiramente independente e abriu guerra a António Costa e a esta ideia estapafurdia de dar mais de 4 milhões de euros ao meu Benfica...

E com isso tudo, ainda não vi o António Costa, ou o seu vice a criticar a senhora e dizer que ela não está a desempenhar bem o seu papel... tal como tem acontecido na nossa terrinha, onde o Presidente da Assembleia Municipal, Prof Doutor Salvato Trigo, tem sido severamente criticado por um grupo de pessoas acossadas ao poder que me parece não saberem ou não quererem que o Presidente da Casa da Democracia local possa ter a sua opinião...

Enfim, parece que a Democracia não chegou a Ponte de Lima...

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Nova et Vetera | 15

Já se encontra disponível o n.º 15 da revista Nova et Vetera, com dois excelentes artigos:
- V Centenário do Nascimento de D. Frei Bartolomeu dos Mártires, da autoria do Professor José Marques;
- 13 verdades que ninguém te disse acerca do matrimónio e que te ajudarão a entender como funciona, da autoria de Carmen Serrat Valera.

Para aceder: http://issuu.com/filipeamorim5/docs/novaetvetera_15


segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

“I ask the Greek people to forgive me for contributing to this illusion”...

“I ask the Greek people to forgive me for contributing to this illusion.”

As palavras não são minhas, são de Manolis Glezos, um resistente contra o nazismo e um dos mais destacados membros do Syriza e dizem mais ou menos o seguinte:

PEÇO AO POVO GREGO QUE ME PERDOE POR TER CONTRIBUÍDO PARA ESTA ILUSÃO...

Há uns meses atrás, a respeito da eleição de António Costa para o cargo de Secretário Geral do Partido Socialista dizia que acabava de vencer a ilusão... hoje, o Forum da TSF comprovava isso mesmo: em duas horas de programa, creio que apareceram apenas e só 3 ou quatro pessoas que avaliavam de forma positiva o desempenho de António Costa.

Por esta altura, dizia eu que, António Costa se apresentava como um salvador que surgia, qual D. Sebastião, e que de um momento para o outro iria resolver todos os problemas deste nossa cantinho... parecia mais ou menos o mesmo que este Syriza... Na altura, dizia eu que, ele estava a fazer precisamente aquilo que todos os outros candidatos a Primeiro Ministro tinham feito: florear a campanha... prometer não aumentar, ou mesmo descer impostos... criar empregos... aumentar salários... fazer obras...

E depois... bom depois, quando se chega ao lugar, diz-se sempre o mesmo: isto está pior do que aquilo que pensávamos; é só esqueletos dentro dos armários; temos que fazer tudo ao contrário daquilo que prometemos... 

Honra seja feita a este senhor, Manolis Glezos de seu nome, que ao ver que é precisamente este o caminho que Tsipras e Varoufakis se propõem a percorrer pede desculpa por ter enganado aqueles que em sofrimento neles confiaram... 

António Costa, e muitos outros, alinhou ao lado de Tsipras Varoufakis, congratulando-se com a vitória do Syriza nas eleições Gregas... temo que venha a chegar a altura de alguém ter de pedir desculpa por nos ter iludido também...

sábado, 21 de fevereiro de 2015

O dia da vergonha em Ponte de Lima

Sábado, 21 de fevereiro de 2015 fica para a história de Ponte de Lima como um dos dias mais tristes. A segunda reunião da sessão ordinária da Assembleia Municipal de Ponte de Lima foi mais uma vez uma vergonha...
E hoje houve de tudo, desde um Presidente de Junta, democraticamente eleito que diz que fazer um referendo é um "excesso de democracia", passando pelo anúncio da recandidatura do Presidente da Câmara e da sua confiança em vencer as eleições, porque diz não ter medo de enfrentar o voto do povo, mesmo não querendo que lhe referendem a sua obra, o palácio dos Paços de Concelho... mas a finalizar assiste-se à maior aberração, sinal da má formação e da má cultura democrática existente no concelho: uma grande maioria dos meus colegas Presidentes de Junta apresentam uma proposta, imagine-se para a "revogação da eleição do Dr Eduardo Maciel de Representante dos Presidentes de Junta"... imagine-se a estupidez que grassa nesta gente ao se propor a revogação de uma eleição, feita por voto secreto...
enfim... em Ponte de Lima vê-se de tudo...

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

O Decepado



A morte de Henrique IV, rei de Castela e Leão, provocou em D. Afonso V, rei de Portugal, à época já viúvo, a pretensão de aceder ao trono do país vizinho, através do casamento com a princesa castelhana D. Joana. A 30 de abril de 1475, realizou-se o casamento que foi considerado sem valor, visto que não havia dispensa papal.

Entretanto, surgiu uma forte oposição de Isabel, a Católica (irmã de Henrique IV) e do seu marido, Fernando de Aragão, que tinham a ambição de unificar a Espanha. O herdeiro do trono português, D João II, também não estava de acordo com as pretensões do pai, achando que aquelas batalhas levariam a uma guerra inevitável e dispendiosa entre os dois países. Portugal estava já empenhado numa guerra com o Norte de África e na prossecução dos dispendiosos Descobrimentos. Mas o teimoso e ambicioso D. Afonso V não desistiu da sua ideia e, ajudado por nobres castelhanos, invadiu o país vizinho. Embora contrariado, o futuro D. João II ajudou o seu pai nessa guerra, sendo da sua responsabilidade muitas das vitórias.

A 1 de março de 1476, numa das batalhas, às portas da cidade de Toro, o exército português desorientou-se, deixando o porta-estandarte Duarte de Almeida sozinho e rodeado de inimigos. A posse do estandarte em mãos inimigas significaria, por si só, a derrota, como era costume nesses tempos. Duarte de Almeida defendeu-se com valentia, empunhando o estandarte numa das mãos e a espada, com que repelia os atacantes, na outra. Quando a mão que segurava a espada lhe foi cortada pelo inimigo, Duarte de Almeida lutou com o cabo da bandeira até que lhe cortaram a outra mão. Com o estandarte entre os dentes, continuou a defender-se com os braços até cair sem forças. Temporariamente arrebatada pelos castelhanos, a bandeira foi recuperada finalmente pelo escudeiro Gonçalo Pires. Duarte de Almeida, feito prisioneiro dos castelhanos, foi levado para um hospital em Zamora. O respeito e admiração pelo seu ato de coragem foram tão grandes que os próprios reis Católicos mandaram colocar as suas armas na capela real da Catedral de Toledo, e em Portugal, foi considerado um herói nacional. O "Decepado", como veio a ser conhecido, morreu pobre e esquecido, apesar do seu gesto de valentia.

Fonte.: http://www.infopedia.pt/$o-decepado

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Bruxelas revê em alta crescimento da economia portuguesa para 2015

Há uns anos atrás havia uma ave agoirenta... hoje há muitas mais...
Sempre que a comunicação social notícia alguma coisa negativa (e diga-se em abono da verdade que há muitas coisas negativas que nos acontecem todos os dias) logo essas coisas são replicadas pelos murais de muita gente...
Hoje, que dizem bem de nós, não partilhamos isto... enfim... dizer mal é sempre uma coisa mais apetecível...